História

Tocando Raul com meu primo Enzo (2004)
Por que Rock História?


Em um dia de 2010, me veio a ideia de criar o blog. Estava na casa da minha tia Eva, em Canoas, lendo o Almanaque do Rock – escrito pelo Kid Vinil – quando me bateu os puta-merdas.

O Rock História fala da minha história em relação ao rock and roll. Aqui, vou trazer o relato de como eu conheci cada banda, de como esse som/estilo/filosofia de vida entrou na minha casa, me pegou pelo colarinho e perguntou “hey, garota, como você conseguiu viver tanto tempo sem mim?”.

A ideia pode ser meio maluca, mas quer coisa mais insana do que o rock and roll? Acredito que o Rock História seja uma das perninhas do Asterisco Rock and Roll, meu blog de farofa, sacanagem e rock and roll em quadrinhos. No entanto, no Asterisco, “música” era apenas uma das editorias, não sendo possível que eu me estendesse muito.

Já o Rock História é onde eu posso me aprofundar mais nessa viagem, contando como cada banda, cada cantor de rock bandido entrou para a minha estante de CD’s. É uma página para quem gosta de música. Espero que vocês curtam a viagem tanto quanto eu. E não esqueça de comentar e dividir conosco como cada uma das bandas entrou na sua vida! Vale elogiar, xingar, gritar que Beatles é melhor do que Stones, vale tudo! Porque “agora, o rock and roll vai rolar e é direto”, como diria Roberto Frejat, eterno guitarrista do Barão Vermelho.



Pra começo de conversa
Como começou esse meu negócio de rock and roll


Maquete construída com ajuda do meu primo Yagão


Talvez, uma das palavras menos associadas ao rock seja “família”. Ou até pode ser que seja, mas, na lista, ela virá bem depois de transgressão, rebeldia, sexo, drogas, música, guitarra... No entanto, se fosse para criar uma metáfora de como o tal de rock and roll entrou na minha vida, eu começaria com uma história assim: “era uma vez um almoço de domingo, onde o convidado se chamava rock and roll”.

Porém, nessa época, em que minha prima limpava a casa ouvindo Rita Lee, Barão Vermelho e Raul Seixas, eu não sabia que aquilo era rock. Antes de tudo, era música. Música boa, mas apenas isso. As primeiras vezes em que ouvi foram na casa dos meus primos. Agora, se fosse para criar uma metáfora para explicar como comecei a amar e entender de rock and roll, aí a história teria de começar assim: “era uma vez, no pátio da escola, um rádio na educação física”.

Foi no colégio – ou mais precisamente nas aulas de educação física em dias de chuva – que o tal de rock and roll me pegou pelo colarinho da camisa, me colocou contra a parede e perguntou “Hey, garota, como você pôde viver até aqui sem mim?”. Sempre que chovia, o professor Marco levava jogos e o rádio para a sala de aula, porque não poderíamos jogar bola na rua. E foi aí que o Jean Carlo, meu colega da sexta série, sintonizou The kids aren’t allright, do Offspring. Nesse dia, fui apresentada às guitarras.

Bonequinhos do Yagão!
Claro que eu já conhecia rock and roll. Sempre gostei de Raul, Titãs, Legião Urbana... Mas, até então, era algo bem superficial. A partir daquele dia de chuva, meu dial começou a procurar as frequências que tivessem som de guitarra. Bem na época, os Raimundos estouravam com o álbum Só no forevis, que tinha Mulher de Fases como música de trabalho. Foi amor à primeira vista. Tendo guitarra, eu ouvia qualquer coisa. O negócio era fazer barulho.

Depois disso, com o passar do tempo, fui buscando saber da história do tal de rock and roll. E foi ao descobrir o que veio antes da guitarra distorcida do Offspring que eu me apaixonei ainda mais pelo ritmo que revolucionou e continua a revolucionar o mundo. E é a partir daqui que a nossa Rock História começa. Are you ready, baby?