sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Roberto Frejat



Roberto Frejat é o tipo de músico que comigo tem carta branca. É muito difícil eu não gostar de algo que venha desse geminiano. Além disso, esteve à frente do Barão Vermelho, uma das minhas bandas preferidas, e isso conta muitos pontos. Quando ele saiu em carreira solo, eu não tive dúvidas de que vinham coisas boas.

Amor para recomeçar, na modesta opinião do Rock História é a melhor da fase solo. Tem um dos meus versos preferidos do rock and roll, que diz “...e que você diga a ele, pelo menos uma vez, quem é mesmo o dono de quem...”. Não há como não amar.

Sem falar nos clipes. Frejat acertou em cheio quando topou fazer os vídeos em animação. Pois assim ganhou o público que assistia MTV. Túnel do tempo é a minha segunda preferida e Segredos veio também para ganhar os ouvidos de quem curte letra e melodia bonitas. Mas é Frejat, né? Que mais eu poderia dizer? Saudade desses tempos... 

Seis bandidos do rock and roll



Cartolas, Pública, Relespública, Faichecleres, Identidade Zero e Identidade

Eles surgem assim de repente, escabelados, com tênis batidos, jeans surrado, com guitarras e um refrão na rádio. Essas cinco bandas foram da úmtima boa leva do rock gaúcho, no final dos anos 00’s.

O Cartolas chegou com Cara de vilão, que entrou de vez no meu Mp3 e no set list da viola. Gosto da música porque tem letra bem pensada, é rock and roll e não tem uma música ou um arranjo óbvio. O próprio solo da introdução é quase um anti-solo, mas que gruda na cabeça e pronto: você já sabe que aquilo é Cartolas. Uma vez, esbarrei com o vocalista no trem. Veio na minha frente. Brincamos juntos de ser sardinha enlatada, mas não tive coragem de falar com ele e dizer que dentro do Mp3 que estava ouvindo tinha uma música dele.

Pública já era diferente. Tinha teclados, arranjo bonito, melodia perfeita. Long Plays é uma das músicas mais lindas do Pampa Rock, além da letra que também é ótima. E também já esbarrei com o vocalista. Estava indo para a Lancheria do Parque, ali na frente da Redenão, quando vejo um cara de jaqueta jeans escorado na parede. Dessa vez, arristei um “Long Plays é muito massa”. E ele apenas sorriu.


Relespública só ouvi tocar na rádio Unisinos. E a música que gosto deles é Nunca mais.  A letra é meio maluca, fala de tudo e de nada, mas é uma melodia tão feliz! Naquela época, não havia muita “música nova” que me fizesse ter vontade de esgaçar o volume do som. Nunca mais me fazia ter vontade de subir o volume, pular e cantar.

Faichecleres tinha toda aquela coisa de imoral de sem vergonha. Lembrava um pouco os Cascavelletes. Ou lembrava muito, não sei. Mas Aninha sem tesão virou um clássico. E sem distorção, sem nada! São quatro acordes, baixo, guitarra, bateria, vocal e deu. Mas um vocal rock and roll, gritado, urgente. E com o bom humor que quem faz rock and roll bandido pode ter. Que sequência de bandidagem tivemos nessa epoca!

Identidade Zero tinha nas rádios a faixa Lia (Essa garota é louca). Era outra boa banda de rock bandido, de rock and roll no talo, grampeado no veneno. E tinha também, tempos depois, a Identidade, que é outra banda (RG tava na moda naquela época). Mas confesso que dessa banda eu sei pouca coisa. Conheço pouco, mas minha colega Lisi gosta deles e se ela gosta, é porque é bom. Identidade me faz lembrar a Lisi, na verdade. Porque elas os entrevistou quando estávamos no segundo semestre, para uma matéria na revista. E essas foram as últimas bandas de rock bandido na região SUl, na década dos 00’s.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gram



Uma das músicas que embalou meu ano de 2005, 2006. Você pode ir na janela, do Gram, foi uma das pedras mais interessantes da época, que tinha tudo a ver com a fase em que eu estava, meio sem saber pra onde correr. Gram era tipo um Los Hermanos, usavam acordes difíceis. Mas eram bem mais legais e simpáticos do que os barbudos cults. Outra pedra massa de autoria do Gram é Quase ilusão, que eu tocava na viola. Conheço só um pouquinho deles, mas Você pode ir na janela marcou aquela época, para sempre.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Bidê ou Balde



Dá para dizer que são o Ultrage a Rigor do Sul. Com letras bem humoradas - e guitaaaaaaaarras - a turma da Bidê ou Balde ganhou a gurizada dizendo que Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor, nome do álbum que nos presenteou com Melissa, Buddy Holly (versão em português para o som do Weezer), E por que não (antes da polêmica com a letra) e Sr. Promotor. Bons tempos aqueles, no meio da adolescência e as rádios tocando rock and roll. A bola da vez era o rock and roll. Que saudade!

Na sequência, veio Outubro ou nada, com Cores bonitas, Microondas, Bromélias e Matelassê. Mais rock chiclete para nos fazer pular enlouquecidos. Pular felizes antes do drama emo. Carlinhos de terno e gravata, os demais com caras de sério, de óculos escuros, e as garotas com roupas coloridas, fazendo o backing vocal teatral, como se saíssem de um desenho animado. Com toda essa formulazinha, poderia ter tudo para ser ruim, mas Bidê ou Balde sempre foi bom pra caramba. Senso de humor que faz falta nas letras que ouço por aí. E foi assim que eles entraram nessa história: dando risada. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Cachorro Grande



Para quem gosta de rock and roll, o aparecimento da cachorrada foi uma felicidade e tanto. Em 2001, eu ainda me recuperava pela perda da Cássia e o movimento de reação em cadeia das bandas melosas distorcidas começava a se articular. E eu, lá no primeiro ano do Ensino Médio, curtia com minha amiga Rê as pedras Sexperienced, Lunático e Debaixo do chapéu. Em seguida comprei o CD e um amigo da Cacá me escreveu a cifra de Sexpirienced.

Dia perfeito também era uma pedra e tanto, mas que só foi veiculada mesmo nas rádios quando gravada no Acústico MTV bandas gaúchas, com a participação do Titã Paulo Miklos. Fantasmas, Lilli e Sintonizado são outras faixas obrigatórias do primeiro CD, que é cheio de distorções e guitarras vazadas. Tudo bem on the road, a simplicidade envenenada que meus ouvidos precisavam.

Então, veio o segundo álbum, lançado na revista Outra Coisa, pois a cachorrada tinha caído nas graças do Lobão da matilha. Corri até a banda e dei o play. O segundo trabalho veio também com umas baladas, mas sempre com muito rock. Rock no talo, sabe? Minha preferida é uma faixa que nunca ouvi tocar no rádio chamada Enquanto o trem que espero não vem. Para mim, poucos versos vão superar a criatividade de “metade do bar quer me bater e a outra metade quer me dar” que inicia a faixa As próximas horas serão muito boas.

Lembro de uma vez em que fui levar alguma coisa para o laboratório de áudio do IPA, onde eu cursava Jornalismo, e ao abrir a porta me deparei com Gabriel, o baterista, sentado em frente à mesa de som. Fiquei meio travada assim, entre surpresa e surpresa mesmo. Tipo, “tu aqui?”. Sei lá, devia ser amigo do Paulo Finger, que na época estava trabalhando na rádio do IPA. O fato é que dei de cara com ele e não soube bem o que dizer. Na dúvida, dei “oi” e entreguei ao Paulo o que havia ido entregar.

E depois veio Sinceramente. Uma balada linda, que ficava tocando, tocando, tocando... Mas o terceiro trabalho dos cachorros ainda não está na minha prateleira de CD’s. E, na sequência, a cachorrada subiu a BR para dar as caras no Sudeste, com o Acústico MTV bandas gaúchas. E foi assim que os cachorros grandes entraram nessa história.