quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ultramen



Uma pequena de prova de que os pampas também têm um pouco de pimenta malagueta. Misturando samba-rock, funk, RAP e rock and roll, o Ultramen fez a gurizada pular nos idos dos anos 00’s. Veio na calada da noite com Bico de luz e na sequência emplacou vários clássicos como Peleia, Preserve, General, Dívida, Esse é o meu compromisso, Grama verde... E depois eu descobri umas pedras ainda do primeiro trabalho Hip Hop Beat Box com vocal e James Brown, Se habituar e Vou a mais de 100

Minha adolescência foi feliz com Ultramen, antes de eu entrar na fase do rock bandido. Lembro que em uma tarde, logo que uma operadora de celular entrou no RS, eles fizeram um show em Porto e eu estava lá com minha mãe. Foi a primeira vez que os vi e ouvi. Pena que minha mãe quis ir embora no meio do show do Pato Fu e eu perdi de ver o Barão Vermelho. 

E, quando eu pensava que os caras cairiam na mesmice, Tonho e sua turma supreenderam com o álbum Capa Preta. Nessa época, eu já estava com meus 20 anos, no curso de Jornalismo. Tubarãozinho trouxe um dos riffs mais empolgantes dos Ultramanos. E teve também a faixa É proibido, baita som. 

No Acústico MTV bandas gaúchas, com a parceria de Falcão em Dívida, a banda ficou mais conhecida além das fronteiras do Sul. E merece. Ultramen, na minha opinião, é a prova de que dá para fazer música de qualidade sem cair na mesmice. E é uma banda que não é essencialmente de rock and roll, mas que entrou no Rock História porque é boa e tem atitude. Que anda em falta ultimamente, né?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Izmália



Conheci a Izmália em uma edição do Radar, na TVE, há alguns anos. Mas foi depois, quando ela ganhou o Prêmio Açorianos que passei a prestar atenção nessa libriana (só podia ser, né?). Quando eu ouvi O beijo que não tem saída, enlouqueci. É uma das músicas que mais gosto o mundo.

A Izmália tem uma voz e tanto e tudo que ela canta ou toca fica muito rock and roll. Confesso que fiquei triste quando ela não atendeu meus apelos jornalísticos universitários. Precisava fazer uma entrevista para a cadeira de Webjornalismo e resolvi unir o útil ao agradável. Mas não consegui contato com ela. Quase não dói também é uma música perfeita.

Mas eis que há um mês, Izmália fez um show de grátis ali no Solar dos Câmara e eu fiquei sabendo. Corri para lá depois do trabalho e acompanhei na primeira fila. Pude ver que realmente canta muito e que tem presença de palco, além de ter sido muito simpática com a plateia. Cantou muito. Ela canta muito. Como artista, acho que poucas mulheres no país se igualam a ela. 

Para cortar os pulsos

Quando Reação em Cadeia chegou com Me odeie, eu gostei. Letra bonita, som pesado... Mas depois a coisa virou modinha de novo e caiu no gosto da gurizada. E, então, as letras foram ficando cada vez mais melosas... E, bem na minha fase dos 16 para 17 anos, tudo que eu não queria era um cara falando de amor não correspondido nos meus ouvidos. Me odeie Serenate são as duas pedras deles que eu gosto. E só. Falta rock bandido no set list.

Então, quando Reação em Cadeia meio que saiu de cena e eu pensei “agora, sim, rock and roll”, veio a turma da Fresno com mais letras melosas, mais corações partidos, mais orgulhos feridos, mais insatisfação sentimental, mais guitarra pesada com voz em falsete! Ahhhh!!!! E os caras fizeram um tremendo sucesso, mas não consigo gostar. Até gosto dos caras da banda, gosto do jeito deles, são bem simpáticos, queridos e amados. Mas quando começam a tocar...

Desculpe, eu precisava falar. Que as novas gerações não me ouçam. Eu queria gostar, seria bem mais fácil para mim. E olha que eu gosto de músicas que falam de amor, o problema não é esse. O problema é a forma como eles fazem a música. Eu gosto de letras que falam de amor, mas não da forma como eles fazem as letras. Falta muito rock bandido no set list.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Trinca do Fundo da Sala



Strike
Quando pintou com Paraíso proibido, eu curti. Apesar de ser uma cópia em letra e som do que fazia o Charlie Brown Jr..“De mero plebeu, pra ela, eu me tornei um vício”, típicos versos do chorão, skatista de Santos trovando as patricinhas.Poderia ter sido escrito poe ele sem problema algum. Mas a música me ganhou e ainda gosto de ouvir.




Área Restrita
Está aqui por uma única música, que entrou em cena justo quando eu saía do armário, e pela criatividade dos meninos. Típico rock adolescente colegial, Garota dos meus sonhos fala de um garoto apaixonado por uma garota que gosta de meninas. Baita sacada essa letra, apesar de a música seguir aquela formulazinha básica para tocar na rádio.






ForFun
Eles não tocaram no rádio e por isso não ficaram chatos. Porque se começasse a rolar demais, perderia a graça. É uma banda de hardcore carioca, que teve a pretensão de gravar Lua de Cristal (sim, da Xuxa!) com um senso de humor digno de entrar para o Rock História. Good Trip também é uma pedra e tanto. Também é um rock adolescente.

Detonautas Roque Clube



Com o clipe ensolarado de Outro lugar, eu pensei que vinha uma baita banda. E confesso que, daquela turma da época, os Detonautas eram os menos piores. Acho que eu é que não estava mais na pilha adolescente. Mas eles pareciam um pouquinho mais adultos. Depois, quando uma das músicas virou trilha de novela teen da Rede Globo, aí caiu no meu conceito.

Depois voltei a respeitá-los com a música O dia que não terminou, porque era uma letras mais adulta, e eu estava em uma fase bem complicada, tinha terminado o colégio, tava na pressão do vestibular, saindo do armário... Um furacão tinha invadido minha sala e os versos do refrão caíram como uma luva. Depois, o vocalista Tico Santa Cruz assumiu o vocal dos Raimundos. E o que conheço da banda é isso.