quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quarteto Fantástico


Strokes, Jet, Hives, White Stripes

“O rock and roll está de volta”, foi o que eu pensei quando conheci os Strokes e soube que, ao contrário do que o som sugeria, eles eram uma banda nova. Porque a primeira vez que ouvi Last Night, nos auto-falantes de um carro que passava na rua, eu pensava que era um rock antigo. Tive a nítida impressão de que já tinha ouvido aquela música. Que nada, era a banda mais nova do momento. Junto a eles, veio aquele sentimento de “o rock and roll está salvo”. Era a volta do rock bandido, despenteado, com a crueza dos Ramones, mas sem ser punk rock. Era rock no talo.

O início dos anos 00’s foi ótimo para os rockeiros desacreditados do pós-grunge. Depois dos Strokes, quando parecia que nada de melhpr poderia surgir na gringa, veio o Jet com Are you gonna be my girl?, uma pedra lascada de botar pra dançar, que virou clássica já no primeiro ano de existência. Lembrava The Who, mas sem parecer antigo.

Na mesma onda, veio a turma do Hives com Hey to say I told you so, com aquela linha de baixo sem-vergonha, e um vocalista meio Mick Jagger, que berrava afinadamente. Essas três bandas, tocadas em sequência, poderiam causar estragos irreparáveis nas garagens suburbanas. 

E, novamente, quando parecia não poder ficar melhor, vem a duplinha White Stripes. O que era aquele clip com animações de lego em Fell in love with a girl??? E depois os caras metem Seven Nation Army. Essas bandas formaram o Quarteto Fantástico - ao menos o meu Quarteto Fantástico - dos anos 2000.

A pena é que, com excessão dos Strokes, as bandas foram desaparecendo das telinhas. Apesar de ótimas, entraram para a lista de bandas que aparecem, rendem matérias de capa e depois somem. Triste tendência das duas últimas décadas.

Também, não é justo que queiramos que todos sejam como os Stones, que continuam e continuam e continuam. A menos que continuem bons, como Jagger e sua turma. Apesar de os Stones serem muito mais famosos pelo que fizeram nos anos 60, mas enfim... Não vou deixar este texto mais longo ainda. O fato é que o início dos anos 2000 foi especialmente mágico para quem gostava de rock and roll. Para mim, foi.

*É, tinha o The Vines também. Mas passei batido por eles. Confesso.

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