quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pitty

Nos anos 2000’s o rock and roll voltou para as paradas, mas a safra – a meu ver – estava fraca. Depois de as rádios e a MTV nos atolarem o CPM 22 à queima-roupa, eu me deparei com o clipe malvado de Máscara, da baiana Pitty – Priscila, para os íntimos. Então, pensei: tá aí a salvação. E gostei também de Admirável Chip Novo. Mas logo tratei de mudar de ideia.

Não sei se o que me fazia não gostar das músicas, se era minha fase (não era mais teen, que absorve tudo que vem da telinha), ou se era porque eu tava muito mais a fim de ouvir Garotos da Rua. Mas depois a garotinha baiana começou a me surpreender. E passada a febre televisiva, Pitty começou a me mostrar que era boa sim. Talvez também por ser libriana ou por ser (gataaaaaa!!!), mas muito mais pela voz e pelo som.

Então, veio Memórias, que é uma das minhas preferidas. Equalize, Na sua estante e Me adora vieram na sequência, para me mostrar que eu realmente tinha que mudar de ideia sobre a garota baiana que tatuou aquelas cerejas por pura maldade. Ela é ótima pelo conjunto da obra. Prova de que me rendi para a Pitty??? Eu toco as músicas dela, adoro e acho foda.

CPM 22


Confesso que quando eu os vi com Regina, let’s go na MTV eu gostei e até fiquei contente de o rock and roll estar com uma banda nova. Entretanto, o sucesso fez com eles o que faz com muita banda: ficou chata. Eu estava no Ensino Médio e CPM era a banda da modinha. Guriazinhas e gurizinhos que mal sabiam o que era o tal de hardcore adoravam. Mas as letras eram melosas demais, não sei...

Sabe o que me enchia o saco? Rimar os versos com verbos. Isso parece coisa de principiante (vou conseguir/não vou desistir), num blá-blá-blá de otimismo, como se falassem de vencer uma fase do Tony Hawk. Na época em que eles fizeram sucesso, eu não gostava.

Hoje, eu gosto de algumas. Um minuto para o fim do mundo me lembra uma época boa. Acho que essa e Regina, let’s go são as duas pedras que salvaram a discografia dos garotos. Porque, no início dos anos 2000’s, a coisa ficou feia para quem curtia rock nacional...

Nando Reis


Gostava dele desde a época dos Titãs, com Marvin e Os cegos do castelo. Depois, descobri nede o compositor por trás da Cássia Eller. Quando o Nando partiu para a carreira solo, não tinha como eu não gostar. Melodias lindas e letras bem pensadas, acho que é por isso que gosto dele. Marcou muito meus 20 anos.

O Ao Vivo MTV foi um achado e tanto. Nando conseguiu reunir todos os clássicos em versão ao vivo e plugada. Ouvi, reuvi e ainda ouço. E, recentemente, o cara juntou a mesma trupe dos Infernais para gravar o Bailão do Ruivão, com mais clássicos e até bregas sem vergonha alguma. Dificilmente, Nando Reis vai fazer alguma música que me desagrade. Por isso, eu gosto dele. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passou batido



Kings of leon, Frans Ferdinand, Libetines, Artic Monkeys, Arcade fire, Kaiser Chiefs

Foram - e alguns ainda são - os queridinhos de muita gente. Eram bandas novas em uma época em que o rock and roll tava meio de canto... Mas confesso que eu - Amanda Porterolla - não vi nada demais em toda essa trupe. Apenas Use someboddy do Kings of Leon, logo que ouvi pelas primeiras vezes. Mas depois já enjoei.

Tenho amigos que gostam. Mas não vejo nas músicas aquele sentimento que sobrevive há décadas, como as pedras anteriores. Não sei se é um pessimismo saudosista, opinião de rockeiora veia ou coisa assim. O fato é que, de lá pra cá, a coisa tá ficando - no mínimo - esquisita nesse tal de rock and roll...

O mesmo deixo para a turma do emotional hardcore My Chemical Romance, Panic at the disco, Fall Out Boy... E o Punk Pop do Simple Plan... Passaram batido pela minha vitrola. Não significa que eu ache as bandas ruins. Apenas significa que elas não entraram na minha vida como essas 500 bandas anteriores...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The Killers




Tinha passado a febre do Quarteto Fantástico quando eu sintonizei uma rádio qualquer. Eu estava bem descontente com a programação das FM’s, e passava mais tempo ouvindo as músicas gravadas no PC. Estava descontente com as bandas, não tinha nada de novo, era a mesma batida de sempre, com o emocore tomando conta de tudo.

Eis que, naquele dia, com o walkman, dentro da lotação, na cidade de Esteio, o dial captou as ondas sonoras e eletrônicas do Killers, com uma tal de Someboddy told me. E eu aumentei o volume, meus olhos brilharam, o dia ficou colorido e até o banzo andou mais rápido. Finalmente, tinha pintado um som novo, diferente do que estava rolando. A música era tão contemporânea, não se parecia com nada que eu já tinha ouvido. Estranha essa minha vontade de que alguma banda me salvasse do tédio. Mania de quem gosta de música: quando a cena vai mal, a gente se abala também.

Confesso que passada a febre de Someboddy told me, o Killers não mais me apresentou algo que me fizesse ter um barato semelhante. Mas a música entrou para meu playlist e virou clássica, assim como os singles do Quarteto Fantástico. E depois os caras começaram a sumir, ou eu parei de acompanhar. E foi assim.

Quarteto Fantástico


Strokes, Jet, Hives, White Stripes

“O rock and roll está de volta”, foi o que eu pensei quando conheci os Strokes e soube que, ao contrário do que o som sugeria, eles eram uma banda nova. Porque a primeira vez que ouvi Last Night, nos auto-falantes de um carro que passava na rua, eu pensava que era um rock antigo. Tive a nítida impressão de que já tinha ouvido aquela música. Que nada, era a banda mais nova do momento. Junto a eles, veio aquele sentimento de “o rock and roll está salvo”. Era a volta do rock bandido, despenteado, com a crueza dos Ramones, mas sem ser punk rock. Era rock no talo.

O início dos anos 00’s foi ótimo para os rockeiros desacreditados do pós-grunge. Depois dos Strokes, quando parecia que nada de melhpr poderia surgir na gringa, veio o Jet com Are you gonna be my girl?, uma pedra lascada de botar pra dançar, que virou clássica já no primeiro ano de existência. Lembrava The Who, mas sem parecer antigo.

Na mesma onda, veio a turma do Hives com Hey to say I told you so, com aquela linha de baixo sem-vergonha, e um vocalista meio Mick Jagger, que berrava afinadamente. Essas três bandas, tocadas em sequência, poderiam causar estragos irreparáveis nas garagens suburbanas. 

E, novamente, quando parecia não poder ficar melhor, vem a duplinha White Stripes. O que era aquele clip com animações de lego em Fell in love with a girl??? E depois os caras metem Seven Nation Army. Essas bandas formaram o Quarteto Fantástico - ao menos o meu Quarteto Fantástico - dos anos 2000.

A pena é que, com excessão dos Strokes, as bandas foram desaparecendo das telinhas. Apesar de ótimas, entraram para a lista de bandas que aparecem, rendem matérias de capa e depois somem. Triste tendência das duas últimas décadas.

Também, não é justo que queiramos que todos sejam como os Stones, que continuam e continuam e continuam. A menos que continuem bons, como Jagger e sua turma. Apesar de os Stones serem muito mais famosos pelo que fizeram nos anos 60, mas enfim... Não vou deixar este texto mais longo ainda. O fato é que o início dos anos 2000 foi especialmente mágico para quem gostava de rock and roll. Para mim, foi.

*É, tinha o The Vines também. Mas passei batido por eles. Confesso.