quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Linkin Park



Eu realmente gosto de guitarras. Gosto tanto que, qualquer som misturado com elas passa a fazer parte do meu playlist. O RAP-Metal do Linkin Park me passaria batido, não fossem as guitarras malvadas dos refrões. Crawling, Points of authority, In the end, todas com seus clipes futuristas, com minha TV a todo volume na MTV. Eram tardes e tardes.

Linkin Park era tão upgrade, tão hightech, tão... Tão... Novo. Acho que era isso: Linkin Park era novo. E é estranho pensar que eu - que sempre gostei da old school - fosse gostar do RAP-Metal. Porque nunca fui muito do RAP, muito menos do metal, mas os caras me ganharam naquele ano de 2001, 2002. Hoje, confesso que não acompanho muito, mas quando toca no rádio, vem aquela nostalgia boa...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cowboys Espirituais




É mais uma prova da grande “suruba” do rock gaúcho. Os integrantes de outras bandas se juntam para formar uma outra banda. O Frank Jorge, que foi da Graforréia, mais o Petraco, que foi do TNT e mais o Júlio Reni que é o pai de Não chores, Lola, resolveram fazer rock de cowboy no início dos Anos 90. A grande sacada foi O mundo é maior que teu quarto, na voz de Julinho.

E foi justamente com essa música que conheci os caras, em um CD do meu primo Júlio. Mas, naquela época, não reconheci os caras que estavam embaixo dos chapéus. E, hoje, quando passo pela Rua da Praia e vejo Mr. Petraco tocando com a Blue Grass, eu penso “é, essa suruba não termina nunca”. Que bom.

Os Cowboys foi tipo um projeto paralelo, eu acho. O CD inteiro é bom, apesar de meio triste em algumas faixas. Jovem Cowboy, Forasteiro Triste, Não chores, Lola, todas muito boas. Mas foi com O mundo é maior que teu quarto que os Cowboys ganharam a mim e aos outros amantes do Pampa Rock. Aprendi a tocar a música no violão e me achava a guria mais feliz do mundo, e sabia que ele era bem maior que o meu quarto.

Dois guerreiros solitários




Sim, o nome acima é uma brincadeira porque os dois guerreiros não têm nada de solitários. Eles eram – e muito – bem acompanhados. Um andava com a turma da Graforreia e o outro com a turma dos Replicantes. Frank Jorge eu conheci com Amigo Punk. E, depois, a Rê me apresentou Nunca diga e eu fiquei apaixonada pela música. Lá fui eu comprar o CD solo do Frank e tirar a música no violão. Homem de Neandertal também é uma pedra e tanto.

Já o Wander nasceu maldito por natureza – no bom sentido da palavra. Era da trupe do punk rock, vocalista dos Replicantes, usava guitarra distorcida nos arranjos e... ...também fazia a linha brega. O punk brega. Conheci a figura em um Cd do meu primo Júlio, com Bebendo Vinho. Era uma coletânea da Rádio Ipanema. E, quando eu estava descobrindo o rock and roll, veio Jesus Cristo vai voltar. Era tudo eu precisava para continuar amando Wander Wildner.

No mesmo CD da Rê que tinha Nunca Diga, tinha Eu tenho uma camiseta escrito eu te amo. Também aprendi a tocar no violão. E depois veio a pedra Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro. Mas até então poucos conheciam Mr. Wildner. Era mais pra quem curtia rock and roll mesmo. Então, veio o Acústico MTV Bandas Gaúchas e o rockeiro solitário, punk e brega – o Iggy Pop aqui dessas terras – subiu no mapa e foi dar as caras lá pra cima. E ganhou mais adeptos aqui embaixo.