quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Rosa Tattooada




Era um dos sons daquele K7 cheio de rocks gaúchos que o Gui me apresentou. A mesma fita que tinha Amigo Punk, Chá de Cogu e outras pedras. Eram duas faixas da Rosa Tattooada: Tardes de outono e O inferno vai ter que esperar. Que, por sua vez, são dois clássicos obrigatórios.

São duas músicas tristes. Mas Tardes de outono bem mais. O inferno vai ter que esperar, pelo menos, tem um final feliz. Era o tipo de música que tocava de madrugada, em tardes de chuva. E, quando eu vi os caras na TV, no Radar – programa de rock and roll da TVE – achei muito doido aquelas tatuagens, as guitarras... Hoje, a mesma cena me passaria despercebida. Mas, naquela época, tudo significava alguma coisa.

Depois, os caras lançaram mais um álbum, que tinha Carburador e Diamante interestelar. Sim, as duas são boas e me lembram bons tempos também. Aprendi a tocar O inferno vai ter que esperar quando a Cacá fez a gentileza de imprimir uma pá de cifras da internet. Devo meu repertório de rock gaúcho a ela. Agora, me dei conta de que preciso agradecê-la. 

Uma vez, quando atravessava a Av. Independência, no centro de Porto – dei de cara com o vocalista. Com suas tatuagens e as roupas pretas. Eu não usava mais as unhas pretas, mas ainda tinha os anéis de prata e todas as lembranças daquele tempo de rock and roll. Foi um flashback hard rock. E foi assim.



Nenhum comentário: