sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Rappa



Uma banda que eu respeito. Quase na mesma linha do Planet Hemp, mas os caras eram mais adultos, preocupados com mais coisas, com a questão social e não apenas com a discriminalização da maconha. Além disso, O Rappa tem uma banda e tanto, que joga no rock, no reggae e com elementos da música black. Sim, e com muita malandragem carioca, mermão.

Quando nos meus 12 anos, eu ouvi a letra de Minha Alma, na beira do meu rádio toca-discos, dentro do quarto, fiquei muito empolgada. “Não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo”. Tinha poesia, ritmo e a letra é um tapa na cara, trazendo a dúvida sobre “as grades do condomínio”. Depois, descobri Hey Joe.

O que sobrou do céu é a minha preferida.  Seguindo o destino de toda banda que tem estrada, o Rappa foi amadurecendo, ficando bom, até virarem os queridinhos da MTV. E aí começou a ficar meio chato. Como recentemente aconteceu com Marcelo D2. Mas é uma baita banda, marcou minha vida e por isso merece estar aqui no Rock História.

"...O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal..."
[O que sobrou do céu - O Rappa]

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