sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nenhum de Nós

Demorei para gostar de Nenhum de Nós. Quando criança, até conhecia, mas não me causava o mesmo efeito que Era um garoto que como eu amava os Bealtes e os Rolling Stones, tocava à exaustão pelos Engenheiros, banda com a qual o Nenhum é às vezes confundido pelos leigos.

Lembro de cantar o Astronauta de mármore nas noites de verão, mas não sabia que era deles. Sempre vou achar Engenheiros é muito mais rock and roll do que o Nenhum, mesmo quando faz baladas. Isso porque Nenhum de Nós é mais Beatles e Engenheiros, mais Rolling Stones.

"Adolescência vazia
Eu tinha quase dezesseis
Ninguém me compreendia
E eu não compreendia ninguém..."
[Julho de 83 - Nenhum de Nós]

Camila, Camila foi a primeira música deles que me chamou atenção quando eu já conhecia um pouco de rock and roll. Mas foi na adolescência, ali no período conturbado do meu meteórico Ensino Médio - bem como a fotografia cinza de um filme francês - que Julho de 83 me fez respeitar o Nenhum de Nós. Digo isso porque aos 13 anos tinha até certa antipatia pela banda. Mas hoje gosto.

"Apesar de tantas noites vazias
Tantas madrugadas vendo TV
Na verdade, dias intermináveis..."
[Diga a ela - Nenhum de Nós]

Depois, no período de dor-de-cotovelo, nada melhor do que Diga a ela.Entretanto, hoje me recuso a ouvi-la porque é um cruzado de direita, vai a fundo demais. Eu corro o risco de chorar. Mais do que com Vento no litoral, mais do que com All my lovin. Um avez, teve um show do Nenhum no anivesário de Esteio e passei a respeitar mais ainda a banda pela sua performace ao vivo.

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