quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ultramen



Uma pequena de prova de que os pampas também têm um pouco de pimenta malagueta. Misturando samba-rock, funk, RAP e rock and roll, o Ultramen fez a gurizada pular nos idos dos anos 00’s. Veio na calada da noite com Bico de luz e na sequência emplacou vários clássicos como Peleia, Preserve, General, Dívida, Esse é o meu compromisso, Grama verde... E depois eu descobri umas pedras ainda do primeiro trabalho Hip Hop Beat Box com vocal e James Brown, Se habituar e Vou a mais de 100

Minha adolescência foi feliz com Ultramen, antes de eu entrar na fase do rock bandido. Lembro que em uma tarde, logo que uma operadora de celular entrou no RS, eles fizeram um show em Porto e eu estava lá com minha mãe. Foi a primeira vez que os vi e ouvi. Pena que minha mãe quis ir embora no meio do show do Pato Fu e eu perdi de ver o Barão Vermelho. 

E, quando eu pensava que os caras cairiam na mesmice, Tonho e sua turma supreenderam com o álbum Capa Preta. Nessa época, eu já estava com meus 20 anos, no curso de Jornalismo. Tubarãozinho trouxe um dos riffs mais empolgantes dos Ultramanos. E teve também a faixa É proibido, baita som. 

No Acústico MTV bandas gaúchas, com a parceria de Falcão em Dívida, a banda ficou mais conhecida além das fronteiras do Sul. E merece. Ultramen, na minha opinião, é a prova de que dá para fazer música de qualidade sem cair na mesmice. E é uma banda que não é essencialmente de rock and roll, mas que entrou no Rock História porque é boa e tem atitude. Que anda em falta ultimamente, né?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Izmália



Conheci a Izmália em uma edição do Radar, na TVE, há alguns anos. Mas foi depois, quando ela ganhou o Prêmio Açorianos que passei a prestar atenção nessa libriana (só podia ser, né?). Quando eu ouvi O beijo que não tem saída, enlouqueci. É uma das músicas que mais gosto o mundo.

A Izmália tem uma voz e tanto e tudo que ela canta ou toca fica muito rock and roll. Confesso que fiquei triste quando ela não atendeu meus apelos jornalísticos universitários. Precisava fazer uma entrevista para a cadeira de Webjornalismo e resolvi unir o útil ao agradável. Mas não consegui contato com ela. Quase não dói também é uma música perfeita.

Mas eis que há um mês, Izmália fez um show de grátis ali no Solar dos Câmara e eu fiquei sabendo. Corri para lá depois do trabalho e acompanhei na primeira fila. Pude ver que realmente canta muito e que tem presença de palco, além de ter sido muito simpática com a plateia. Cantou muito. Ela canta muito. Como artista, acho que poucas mulheres no país se igualam a ela. 

Para cortar os pulsos

Quando Reação em Cadeia chegou com Me odeie, eu gostei. Letra bonita, som pesado... Mas depois a coisa virou modinha de novo e caiu no gosto da gurizada. E, então, as letras foram ficando cada vez mais melosas... E, bem na minha fase dos 16 para 17 anos, tudo que eu não queria era um cara falando de amor não correspondido nos meus ouvidos. Me odeie Serenate são as duas pedras deles que eu gosto. E só. Falta rock bandido no set list.

Então, quando Reação em Cadeia meio que saiu de cena e eu pensei “agora, sim, rock and roll”, veio a turma da Fresno com mais letras melosas, mais corações partidos, mais orgulhos feridos, mais insatisfação sentimental, mais guitarra pesada com voz em falsete! Ahhhh!!!! E os caras fizeram um tremendo sucesso, mas não consigo gostar. Até gosto dos caras da banda, gosto do jeito deles, são bem simpáticos, queridos e amados. Mas quando começam a tocar...

Desculpe, eu precisava falar. Que as novas gerações não me ouçam. Eu queria gostar, seria bem mais fácil para mim. E olha que eu gosto de músicas que falam de amor, o problema não é esse. O problema é a forma como eles fazem a música. Eu gosto de letras que falam de amor, mas não da forma como eles fazem as letras. Falta muito rock bandido no set list.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Trinca do Fundo da Sala



Strike
Quando pintou com Paraíso proibido, eu curti. Apesar de ser uma cópia em letra e som do que fazia o Charlie Brown Jr..“De mero plebeu, pra ela, eu me tornei um vício”, típicos versos do chorão, skatista de Santos trovando as patricinhas.Poderia ter sido escrito poe ele sem problema algum. Mas a música me ganhou e ainda gosto de ouvir.




Área Restrita
Está aqui por uma única música, que entrou em cena justo quando eu saía do armário, e pela criatividade dos meninos. Típico rock adolescente colegial, Garota dos meus sonhos fala de um garoto apaixonado por uma garota que gosta de meninas. Baita sacada essa letra, apesar de a música seguir aquela formulazinha básica para tocar na rádio.






ForFun
Eles não tocaram no rádio e por isso não ficaram chatos. Porque se começasse a rolar demais, perderia a graça. É uma banda de hardcore carioca, que teve a pretensão de gravar Lua de Cristal (sim, da Xuxa!) com um senso de humor digno de entrar para o Rock História. Good Trip também é uma pedra e tanto. Também é um rock adolescente.

Detonautas Roque Clube



Com o clipe ensolarado de Outro lugar, eu pensei que vinha uma baita banda. E confesso que, daquela turma da época, os Detonautas eram os menos piores. Acho que eu é que não estava mais na pilha adolescente. Mas eles pareciam um pouquinho mais adultos. Depois, quando uma das músicas virou trilha de novela teen da Rede Globo, aí caiu no meu conceito.

Depois voltei a respeitá-los com a música O dia que não terminou, porque era uma letras mais adulta, e eu estava em uma fase bem complicada, tinha terminado o colégio, tava na pressão do vestibular, saindo do armário... Um furacão tinha invadido minha sala e os versos do refrão caíram como uma luva. Depois, o vocalista Tico Santa Cruz assumiu o vocal dos Raimundos. E o que conheço da banda é isso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pitty

Nos anos 2000’s o rock and roll voltou para as paradas, mas a safra – a meu ver – estava fraca. Depois de as rádios e a MTV nos atolarem o CPM 22 à queima-roupa, eu me deparei com o clipe malvado de Máscara, da baiana Pitty – Priscila, para os íntimos. Então, pensei: tá aí a salvação. E gostei também de Admirável Chip Novo. Mas logo tratei de mudar de ideia.

Não sei se o que me fazia não gostar das músicas, se era minha fase (não era mais teen, que absorve tudo que vem da telinha), ou se era porque eu tava muito mais a fim de ouvir Garotos da Rua. Mas depois a garotinha baiana começou a me surpreender. E passada a febre televisiva, Pitty começou a me mostrar que era boa sim. Talvez também por ser libriana ou por ser (gataaaaaa!!!), mas muito mais pela voz e pelo som.

Então, veio Memórias, que é uma das minhas preferidas. Equalize, Na sua estante e Me adora vieram na sequência, para me mostrar que eu realmente tinha que mudar de ideia sobre a garota baiana que tatuou aquelas cerejas por pura maldade. Ela é ótima pelo conjunto da obra. Prova de que me rendi para a Pitty??? Eu toco as músicas dela, adoro e acho foda.

CPM 22


Confesso que quando eu os vi com Regina, let’s go na MTV eu gostei e até fiquei contente de o rock and roll estar com uma banda nova. Entretanto, o sucesso fez com eles o que faz com muita banda: ficou chata. Eu estava no Ensino Médio e CPM era a banda da modinha. Guriazinhas e gurizinhos que mal sabiam o que era o tal de hardcore adoravam. Mas as letras eram melosas demais, não sei...

Sabe o que me enchia o saco? Rimar os versos com verbos. Isso parece coisa de principiante (vou conseguir/não vou desistir), num blá-blá-blá de otimismo, como se falassem de vencer uma fase do Tony Hawk. Na época em que eles fizeram sucesso, eu não gostava.

Hoje, eu gosto de algumas. Um minuto para o fim do mundo me lembra uma época boa. Acho que essa e Regina, let’s go são as duas pedras que salvaram a discografia dos garotos. Porque, no início dos anos 2000’s, a coisa ficou feia para quem curtia rock nacional...

Nando Reis


Gostava dele desde a época dos Titãs, com Marvin e Os cegos do castelo. Depois, descobri nede o compositor por trás da Cássia Eller. Quando o Nando partiu para a carreira solo, não tinha como eu não gostar. Melodias lindas e letras bem pensadas, acho que é por isso que gosto dele. Marcou muito meus 20 anos.

O Ao Vivo MTV foi um achado e tanto. Nando conseguiu reunir todos os clássicos em versão ao vivo e plugada. Ouvi, reuvi e ainda ouço. E, recentemente, o cara juntou a mesma trupe dos Infernais para gravar o Bailão do Ruivão, com mais clássicos e até bregas sem vergonha alguma. Dificilmente, Nando Reis vai fazer alguma música que me desagrade. Por isso, eu gosto dele. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passou batido



Kings of leon, Frans Ferdinand, Libetines, Artic Monkeys, Arcade fire, Kaiser Chiefs

Foram - e alguns ainda são - os queridinhos de muita gente. Eram bandas novas em uma época em que o rock and roll tava meio de canto... Mas confesso que eu - Amanda Porterolla - não vi nada demais em toda essa trupe. Apenas Use someboddy do Kings of Leon, logo que ouvi pelas primeiras vezes. Mas depois já enjoei.

Tenho amigos que gostam. Mas não vejo nas músicas aquele sentimento que sobrevive há décadas, como as pedras anteriores. Não sei se é um pessimismo saudosista, opinião de rockeiora veia ou coisa assim. O fato é que, de lá pra cá, a coisa tá ficando - no mínimo - esquisita nesse tal de rock and roll...

O mesmo deixo para a turma do emotional hardcore My Chemical Romance, Panic at the disco, Fall Out Boy... E o Punk Pop do Simple Plan... Passaram batido pela minha vitrola. Não significa que eu ache as bandas ruins. Apenas significa que elas não entraram na minha vida como essas 500 bandas anteriores...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The Killers




Tinha passado a febre do Quarteto Fantástico quando eu sintonizei uma rádio qualquer. Eu estava bem descontente com a programação das FM’s, e passava mais tempo ouvindo as músicas gravadas no PC. Estava descontente com as bandas, não tinha nada de novo, era a mesma batida de sempre, com o emocore tomando conta de tudo.

Eis que, naquele dia, com o walkman, dentro da lotação, na cidade de Esteio, o dial captou as ondas sonoras e eletrônicas do Killers, com uma tal de Someboddy told me. E eu aumentei o volume, meus olhos brilharam, o dia ficou colorido e até o banzo andou mais rápido. Finalmente, tinha pintado um som novo, diferente do que estava rolando. A música era tão contemporânea, não se parecia com nada que eu já tinha ouvido. Estranha essa minha vontade de que alguma banda me salvasse do tédio. Mania de quem gosta de música: quando a cena vai mal, a gente se abala também.

Confesso que passada a febre de Someboddy told me, o Killers não mais me apresentou algo que me fizesse ter um barato semelhante. Mas a música entrou para meu playlist e virou clássica, assim como os singles do Quarteto Fantástico. E depois os caras começaram a sumir, ou eu parei de acompanhar. E foi assim.

Quarteto Fantástico


Strokes, Jet, Hives, White Stripes

“O rock and roll está de volta”, foi o que eu pensei quando conheci os Strokes e soube que, ao contrário do que o som sugeria, eles eram uma banda nova. Porque a primeira vez que ouvi Last Night, nos auto-falantes de um carro que passava na rua, eu pensava que era um rock antigo. Tive a nítida impressão de que já tinha ouvido aquela música. Que nada, era a banda mais nova do momento. Junto a eles, veio aquele sentimento de “o rock and roll está salvo”. Era a volta do rock bandido, despenteado, com a crueza dos Ramones, mas sem ser punk rock. Era rock no talo.

O início dos anos 00’s foi ótimo para os rockeiros desacreditados do pós-grunge. Depois dos Strokes, quando parecia que nada de melhpr poderia surgir na gringa, veio o Jet com Are you gonna be my girl?, uma pedra lascada de botar pra dançar, que virou clássica já no primeiro ano de existência. Lembrava The Who, mas sem parecer antigo.

Na mesma onda, veio a turma do Hives com Hey to say I told you so, com aquela linha de baixo sem-vergonha, e um vocalista meio Mick Jagger, que berrava afinadamente. Essas três bandas, tocadas em sequência, poderiam causar estragos irreparáveis nas garagens suburbanas. 

E, novamente, quando parecia não poder ficar melhor, vem a duplinha White Stripes. O que era aquele clip com animações de lego em Fell in love with a girl??? E depois os caras metem Seven Nation Army. Essas bandas formaram o Quarteto Fantástico - ao menos o meu Quarteto Fantástico - dos anos 2000.

A pena é que, com excessão dos Strokes, as bandas foram desaparecendo das telinhas. Apesar de ótimas, entraram para a lista de bandas que aparecem, rendem matérias de capa e depois somem. Triste tendência das duas últimas décadas.

Também, não é justo que queiramos que todos sejam como os Stones, que continuam e continuam e continuam. A menos que continuem bons, como Jagger e sua turma. Apesar de os Stones serem muito mais famosos pelo que fizeram nos anos 60, mas enfim... Não vou deixar este texto mais longo ainda. O fato é que o início dos anos 2000 foi especialmente mágico para quem gostava de rock and roll. Para mim, foi.

*É, tinha o The Vines também. Mas passei batido por eles. Confesso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Linkin Park



Eu realmente gosto de guitarras. Gosto tanto que, qualquer som misturado com elas passa a fazer parte do meu playlist. O RAP-Metal do Linkin Park me passaria batido, não fossem as guitarras malvadas dos refrões. Crawling, Points of authority, In the end, todas com seus clipes futuristas, com minha TV a todo volume na MTV. Eram tardes e tardes.

Linkin Park era tão upgrade, tão hightech, tão... Tão... Novo. Acho que era isso: Linkin Park era novo. E é estranho pensar que eu - que sempre gostei da old school - fosse gostar do RAP-Metal. Porque nunca fui muito do RAP, muito menos do metal, mas os caras me ganharam naquele ano de 2001, 2002. Hoje, confesso que não acompanho muito, mas quando toca no rádio, vem aquela nostalgia boa...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cowboys Espirituais




É mais uma prova da grande “suruba” do rock gaúcho. Os integrantes de outras bandas se juntam para formar uma outra banda. O Frank Jorge, que foi da Graforréia, mais o Petraco, que foi do TNT e mais o Júlio Reni que é o pai de Não chores, Lola, resolveram fazer rock de cowboy no início dos Anos 90. A grande sacada foi O mundo é maior que teu quarto, na voz de Julinho.

E foi justamente com essa música que conheci os caras, em um CD do meu primo Júlio. Mas, naquela época, não reconheci os caras que estavam embaixo dos chapéus. E, hoje, quando passo pela Rua da Praia e vejo Mr. Petraco tocando com a Blue Grass, eu penso “é, essa suruba não termina nunca”. Que bom.

Os Cowboys foi tipo um projeto paralelo, eu acho. O CD inteiro é bom, apesar de meio triste em algumas faixas. Jovem Cowboy, Forasteiro Triste, Não chores, Lola, todas muito boas. Mas foi com O mundo é maior que teu quarto que os Cowboys ganharam a mim e aos outros amantes do Pampa Rock. Aprendi a tocar a música no violão e me achava a guria mais feliz do mundo, e sabia que ele era bem maior que o meu quarto.

Dois guerreiros solitários




Sim, o nome acima é uma brincadeira porque os dois guerreiros não têm nada de solitários. Eles eram – e muito – bem acompanhados. Um andava com a turma da Graforreia e o outro com a turma dos Replicantes. Frank Jorge eu conheci com Amigo Punk. E, depois, a Rê me apresentou Nunca diga e eu fiquei apaixonada pela música. Lá fui eu comprar o CD solo do Frank e tirar a música no violão. Homem de Neandertal também é uma pedra e tanto.

Já o Wander nasceu maldito por natureza – no bom sentido da palavra. Era da trupe do punk rock, vocalista dos Replicantes, usava guitarra distorcida nos arranjos e... ...também fazia a linha brega. O punk brega. Conheci a figura em um Cd do meu primo Júlio, com Bebendo Vinho. Era uma coletânea da Rádio Ipanema. E, quando eu estava descobrindo o rock and roll, veio Jesus Cristo vai voltar. Era tudo eu precisava para continuar amando Wander Wildner.

No mesmo CD da Rê que tinha Nunca Diga, tinha Eu tenho uma camiseta escrito eu te amo. Também aprendi a tocar no violão. E depois veio a pedra Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro. Mas até então poucos conheciam Mr. Wildner. Era mais pra quem curtia rock and roll mesmo. Então, veio o Acústico MTV Bandas Gaúchas e o rockeiro solitário, punk e brega – o Iggy Pop aqui dessas terras – subiu no mapa e foi dar as caras lá pra cima. E ganhou mais adeptos aqui embaixo.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CNJ


Era a depravação total. Misturando o rock e o funk com uma ousadia de alta voltagem e letras bem abusadas. A guitarra de Mr. Fredi Endres, ainda que plagiasse riffs conhecidos, era ligada a potentes amplificadores ou pedais ou sei lá o quê. O fato é que o ao vivo da Comunidade Nin-Jitsu era uma avalanche sonora. E uma aula de ginástica. 

A primeira pedra que ouvi foi Quero te levar. Mas, na época, não sabia quem era a banda, só achei a letra engraçada (“...Sou igual a Bob Marley, uma trepada e um bebê...”). Acho que quem me apresentou foi meu primo Gui. Lembro dele escutando o RAP dos 9 meses no rádio da Marajó do dindo.

Logo, a figura libriana de Mano Changes entrou para nossas conversas do colégio. Nas festinhas, entre um axé e outro, a gente trovava o DJ e lá tocava um Detetive alto e sem vergonha. Então, veio o segundo álbum, Maicou Douglas Syndrome, ainda mais sacana. Eu e a Cacá compramos nossos CD’s e decoramos as letras. Época em que eu comprava CD! Veja só. Arrastão do amor, Ejaculação Precoce, Ah! Eu tô sem erva...

Aí a mesma coisa: virou queridinho da galera, começou a tocar mais nas FM’s... E o terceiro disco veio assim... Devendo... Confesso que não cheguei a ouvir todo o álbum, porque, na época, eu tava mais rockabilly, curtindo o rockafull, rock bandido, saca? E a mistureba do rockafunk ficou meio de lado. Mas as faixas dos morenos são carta marcada no meu Mp3. Porque o borogodó do ex-deputado libriano Mano Changes era grande presença.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tequila Baby



Duda Calvin
É, foi com Sexo, algemas e cinta-liga, como foi com muita gente que conheceu o Punk Rock da Tequila Baby no final dos anos 90’s. Só não lembro bem o dia, a ocasião. Mas foi em algum CD do meu primo Julio. É foi isso. E, um dia, quando em um churrasco ele levou seus CD’s lá para casa, meu primo Léo me ajudou a gravar um K7 contendo também as pedras Tira o sutiã, tira a calcinha e Quando eu entrar na sua vida. As outras pedras vieram quando a Rê comprou o primeiro CD. A minha menina, 2x2, Balada Sangrenta...

Tocava nas festinhas do colégio, quando a gente trovava o DJ entre um axé e outro. Meia dúzia de colegas conheciam. E eu sonhava em um dia saber tocar aquela porrada de som no violão ou na guitarra que sonhava em ter. O segundo CD veio melhor ainda. Velhas fotos foi a faixa escolhida para o carro de som que veio me visitar no 13 de outubro - meu aniver rockapunk. 14 anos e Duda Calvin fazendo barulho lá na frente de casa.


Tequila Baby - 1° Álbum
Sangue, ouro e pólvora - 2° Álbum

Sangue, ouro e pólvora, Sexo H.C., Naturalmente artificial, Chovendo corações pela cidade... E consegui um CD ao vivo, com as faixas do primeiro e do segundo CD, que cometi o erro de emprestar. Quando ficava sozinha em casa, jorrava tequila pelas janelas. Uma vez, na igreja do bairro, a banda do irmão de uma colega estava tocando Tequila (é, o padre não devia prestar atenção na letra). Fiquei lá assistindo.

Os outros trabalhos do quarteto, depois de mudanças na formação, não me chamaram muita atenção. A coisa foi ficando meio moda, as FM’s gostaram... Aquela coisa, neguinho que nem sabia de onde vinha o punk rock fazendo cara de mau e roda punk. Ou eu que já tinha crescido. Não sei. Mas Ontem ou agora e Seja com o sol, seja com a lua eram massa. Até hoje, Sexo, algemas e cinta-liga é mortal no meu violão. Foi assim que a Tequila Baby entrou lá em casa, fez um furacão na minha sala e sumiu como o Cd ao vivo que emprestei. One, two, three, four...


"...Já sei até o que eu vou dizer
Quando eu entrar no seu quarto
Quando eu entrar no seu quarto
Tira a roupa e feche a porta, meu amor
Tira a roupa e feche a porta, meu amor
E deixe o sol entrar no seu quarto
E deixe o sol entrar no seu quarto
E deixe o sol entrar no seu quarto
E deixe o sol entrar no seu quarto..."
[Quando eu entrar na sua vida - Tequila Baby]


Vórtex - Lembra a história daquele K7, com rocks gaúchos que o Gui me emprestou? Lá tinha outra pedra do punk rock: Chá de cogu, do Vórtex. Não sou exatamente fanática pelo punk, mas há nele alguma coisa que me chama muita atenção, em músicas específicas. Não gosto de tudo dos Ramones, mas gosto dos Ramones, entende? E assim é com o punk: não gosto de tudo que é punk rock, mas gosto de punk rock. Chá de cogu, além de baita som, tem uma letra engraçada. Nada correta, óbvio, mas por isso mesmo é punk, né? E foi assim.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Rosa Tattooada




Era um dos sons daquele K7 cheio de rocks gaúchos que o Gui me apresentou. A mesma fita que tinha Amigo Punk, Chá de Cogu e outras pedras. Eram duas faixas da Rosa Tattooada: Tardes de outono e O inferno vai ter que esperar. Que, por sua vez, são dois clássicos obrigatórios.

São duas músicas tristes. Mas Tardes de outono bem mais. O inferno vai ter que esperar, pelo menos, tem um final feliz. Era o tipo de música que tocava de madrugada, em tardes de chuva. E, quando eu vi os caras na TV, no Radar – programa de rock and roll da TVE – achei muito doido aquelas tatuagens, as guitarras... Hoje, a mesma cena me passaria despercebida. Mas, naquela época, tudo significava alguma coisa.

Depois, os caras lançaram mais um álbum, que tinha Carburador e Diamante interestelar. Sim, as duas são boas e me lembram bons tempos também. Aprendi a tocar O inferno vai ter que esperar quando a Cacá fez a gentileza de imprimir uma pá de cifras da internet. Devo meu repertório de rock gaúcho a ela. Agora, me dei conta de que preciso agradecê-la. 

Uma vez, quando atravessava a Av. Independência, no centro de Porto – dei de cara com o vocalista. Com suas tatuagens e as roupas pretas. Eu não usava mais as unhas pretas, mas ainda tinha os anéis de prata e todas as lembranças daquele tempo de rock and roll. Foi um flashback hard rock. E foi assim.



Acústicos e Valvulados




Formação dos três primeiros álbuns:
Rafael, Móica, P.James e Roberto

Acho que a primeira vez que ouvi foi no rádio. Fim de tarde com você foi a primeira pedra. Tinha 12 anos, era uma fase muito boa. Estava descobrindo o tal de rock and roll. E a música fazia eu lembrar de muitas coisas. Queria aprender a tocá-la no violão, queria ir a um show dos caras.

Quando ganhei meu rádio – que tocava CDs! – o primeiro CD que comprei foi dos Acústicos e Valvulados. Meu dindo quem me deu de presente. Ouvi até quase furar o disco. Tinha toda aquela coisa de ler o encarte... Coisa que nossos Mp3 não permitem mais. Gosto muito de Falando com céu, que pouco toca no rádio, e também Noutro Lugar. Mas o álbum inteiro é bom.

O segundo trabalho veio mais pesado. E tem a Milésima canção de amor, que eu coloco entre uma das melhores do tal rock gaúcho. Suspenso no espaço rodava sem parar no meu rádio. Remédio... E o que gosto na banda, além do rock and roll, são as letras pouco óbvias de Mr. Paulo James.

O que eu não sabia é que aquela versão rock and roll de Minha fama de mau – que meu primo Júlio colocou em uma noite de pizzas em sua casa – era dos Acústicos. Depois, descobri que o primeiro CD dos caras era todo em inglês, cravado no rockbilly, um Stray Cats dos pampas. 

Primeiro álbum - God bless your as
No terceiro CD, o rock and roll continuava. E eu estava na saída do Ensino Médio. Mas a gurizada estava em outra. O rock meloso do Reação em Cadeia abocanhou as paradas e o bom e velho rock bandido perdeu um pouco de espaço.

Esse ano, a banda lançou um novo CD e pude conferir um show solo de Sr. Malenotti, em Esteio. Foi muito bom reviver todas aquelas canções, levar um autógrafo e ainda alcançar uma taça para o cantor colorado. E, em 2005, no aniversário da rádio Unisinos, curti um show inteiro dos caras. Não quero ser uma rockeira saudosista. Mas era bom.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um branco, um xis, um zero

Cássia Eller

Estranho é que eu conheci a Cássia Eller na Continental FM. Minha mãe ouvia e de vez em quando aparecia a voz da Cássia na versão original de Malandragem (95, 96 ou 97... Beeem antes do Acústico MTV). Lembro que minha comentou que ela gostava de mulheres. E logo tratou de me ensinar que demais cantoras da MPB também eram assim. Acho que meu primeiro contato com o mundo Gay se deu através da música. Acredito que os artistas colaboram bastante para a mudança de pensamento em relação à diversidade de orientação sexual.

E depois veio O Segundo Sol. Acho que a partir daí que comecei a gostar dessa garotinha. Teve um especial da Globo – juro! – em que ela cantou a música ao lado do Nando Reis. E lá estava ela com cabelo bem curto, vestida de gurizinho, cantando horrores mesmo no playback ridículo das emissoras de TV.

Até então, nunca tinha ligado Cássia Eller ao rock and roll. Porque o que eu conhecia eram apenas duas músicas. Nunca - até este dia - tinha a visto em cena. Apenas conhecia a voz, pelo rádio. Quando gravou o acústico e sua imagem invadiu a telinha da globo e da MTV - na frente da qual eu parava as tardes inteiras - eu me rendi de fato ao trabalho dela. Aquela presença de palco, de fazer um furacão no meio da nossa sala, é hoje do que sinto mais falta.

Pelo azar do destino - e pela confoirmação da máxima de que os bons morrem cedo - a Cássia Eller deixou todos nós com muitas saudades em 2001, no auge do sucesso, quando foi vítima de três paradas cardíacas. Minha mãe veio me avisar. E eu chorei. Mamonas e Cássia foram artistas que me fizeram chorar.

Foi através do acústico - que ganhei de aniversário da minha prima Mana - que comecei a vasculhar a obra. E através da Cássia, conheci outro fanático por ela, meu amigo Renan Miguel, lá de Astorga, no Paraná, que tinha um Fotolog sobre ela. Li a biografia, comprei o DVD, e tenho quase todos os CD’s.

Cássia começou a carreira em Brasília, cruzava pelas ruas com um tal de Renato Manfredini - ou Russo, como ficou mais conhecido depois - e tocava num bar assiduamente, arrastando multidões para a época e para a cidade. A dona do bar, seguidamente, era assediada por quatro garotinhos, que tentavam tocar ali também. Os mesmos que depois ficariam conhecidos como "Raimundos".

A Cássia foi responsável por eu entender - de uma vez por todas - que não importa quem você ama, não importa a maneira como você age ou como você se veste. Importa quem você é e no que você contribiu para o mundo. Fazer coisas boas é o que importa, seja na música brasileira ou no seu dia-a-dia de simples mortal que toca sua viola sozinha no quarto. Cássia era rock and roll, colega. Muito rock and roll.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Só pra rimar com "in"...

O ano de 1999 foi do rock and roll. Eu liguei o rádio e estava dando Offspring. Em seguida, na aula, meu colega sintonizou Mulher de Fases em um período de Educação Física (quando chovia, o professor levava jogos de tabuleiro e rádio para a aula). E foi ali que eu conheci os Raimundos.

Mulher de Fases veio como um furacão naquele ano. Em uma época em que as bandas de pagode se multiplicavam nos programas de domingo, os quatro guris de Brasília estampavam a capa do CD de hardcore com com roupas e cabelos de pagodeiros, com frase do trapalhão Mussum dando título ao álbum.

Só no forevis foi um dos discos mais vendidos e conhecidos dos caras. O álbum que fez a banda sair do reduto rock and roll e cravar o refrão nos ouvidos até de quem não ouvia rock. Comprei uma fita K7 do Raimundos e ouvia o tempo todo. Sim, tinha fita K7 em 1999.

Poucos colegas meus gostavam de rock. Mas os que gostavam conheciam os Raimundos. Letras safadas, guitarra pesada, tudo que nossa adolescência pedia. A turma da old school não gostava, dizia que o rock dos anos 1980 é que era bom. Eu mesma cheguei a renegar os Raimundos depois virei rockeira xiita (todos temos um passado nebuloso, não?). Mas hoje sei reconhecer o talento dos meninos.

Deixa eu falar, Aquela, A mais pedida, Pompém, Boca de lata, Me lambe, Reggae do Maneiro... Todas tocavam sem parar no meu rádio. Confesso que as mais antigas, da fase mais hardcore não faziam tanto a minha cabeça. Mas tenho um apreço especialíssimo por Puteiro em João Pessoa.

"A vida me presenteou com dois primos já marmanjos
Muito justo era o Augusto, safado era o Berssange
Numa tarde ensolarada, toda aquela criançada 
Tomando refrigerante
E, com a família embebedada
Foi mais fácil armar a bimbada
Pro recém adolescente..."
[Puteiro em João Pessoa - Raimundos]

Depois da saída de Rodolfo, que entrou para a igreja Bola de Neve - Sim! Ele entrou! - a banda ainda lançou outros discos, mas não chegou alcançar nem metade do sucesso que o meteoro Só no forevis causou em nossos hormônios. 

Raimundos foi a “banda nova”, que muitos xiitas desprezaram. Mas tenho a certeza que os mesmos xiitas, quando se depararam com o fracasso sonoro do rock nacional dos anos 2010’s, pensaram unânimes: “Deus! Que saudades da época dos Raimundos!”.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Velhas Virgens, baby!



Rock and roll alcoólatra, safado e sem vergonha. Assim dá para definir o som das Velhas Virgens, banda paulista do bom e velho rock and roll bandido e tarado. Letras bem humoradas e guitarras pesadas sem muito nhem-nhem-nhem fazem parte da coleção de pérolas do grupo.

Descobri com Abre essas pernas, baita blues sem vergonha e original. Só o nome da banda já chama atenção. Depois, amei Minha vida rock and roll, Beijos de corpo e Essa tal de tequila. Em um dos meus aniversários, ganhei da minha amiga Cacá o CD Com a cabeça no lugar. Minhas preferidas do disco são Se Deus não quisesse, Enfia ni mim, Um homem lindo, Tô correndo e Quase famosos. Velhas Virgens faz lembrar minha amiga Rê. Velhas Virgens é muito massa.

Trinca Paulista do SK8


Era a época em que os desavisados achavam que “Charlie Brown” era o nome do Chorão e não da banda santista. Probida pra mim foi a primeira pedra, que eu ouvi no antigo “H”, programa do Luciano Huck na Bandeirantes. E lá estava Sr. Alexandre - vulgo Chorão - com os bermudões e seus “Yeah’s”. Naquele ano, a turma do skate veio com tudo. E o Charlie Brown veio com o Ska, o Reggae e o Harcore. Bons tempos. Antes dos caras ficarem chatos.


E tinha também o Tihuana, antes de enfiar o pé na jaca vendo Gnomos. Os caras tinham um trabalho bacana, com muita porrada na bateria e pauladas na guitarra. E isso na époica em que Tropa de elite nada tinha a ver com o sucesso do cinema brasileiro. Tihuana, assim, em um trocadilho mais audacioso, era o nosso Limp Biskit. E eu curtia, maluco.

Ainda dentro da trinca paulista dos anos 90, mas já pisando fora da trupe do skate, com um pé meio no surf, chegou a rapaziada dos Virgulóides. Mas isso bem antes das duas bandas citadas acima. E foi o tipo da banda One Hit Wonder, quando estourou Bagulho no bumba, uma espécie de samba com rock and roll. No melhor estilo fora-da-lei. Cantava com meus primos, e até hoje neguinho repete que acha que “obagulho é de quem tá de pé”.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Até a última ponta


O Planet Hemp entrou lá em casa dizendo “Eu canto assim porque fumo maconha”. É, sem rodeios mesmo. Meio rap, meio rock, meio bagunça, chapado e meio. Hoje, eu acharia muito exagerado talvez. Mas na época, era o máximo de subversão que poderia haver.

Não lembro bem quem me apresentou. Sei que aprendi as letras rapidinho. Tinha uns 12 anos. Fase boa. Não era só a letra falada, era o som, maluco! Tinha guitarra, bateria... Não era o RAP dos Racionais. Era rock bandido brazuca. Rock malandro carioca. 

Queimando tudo foi a primeira pedra. Lembro que a seguna foi Mantenha o respeito, apresentada pelo meu primo Léo. Depois, veio Contexto e o Planet acabou. Até gosto da carreira solo do D2. Mas o Planet Hemp - sem querer ser saudosista como ficam todas as rockeiras chatas e xiitas - tinha algo de especial. Sei lá. Misturavam alguma coisa boa naquela erva.

O Rappa



Uma banda que eu respeito. Quase na mesma linha do Planet Hemp, mas os caras eram mais adultos, preocupados com mais coisas, com a questão social e não apenas com a discriminalização da maconha. Além disso, O Rappa tem uma banda e tanto, que joga no rock, no reggae e com elementos da música black. Sim, e com muita malandragem carioca, mermão.

Quando nos meus 12 anos, eu ouvi a letra de Minha Alma, na beira do meu rádio toca-discos, dentro do quarto, fiquei muito empolgada. “Não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo”. Tinha poesia, ritmo e a letra é um tapa na cara, trazendo a dúvida sobre “as grades do condomínio”. Depois, descobri Hey Joe.

O que sobrou do céu é a minha preferida.  Seguindo o destino de toda banda que tem estrada, o Rappa foi amadurecendo, ficando bom, até virarem os queridinhos da MTV. E aí começou a ficar meio chato. Como recentemente aconteceu com Marcelo D2. Mas é uma baita banda, marcou minha vida e por isso merece estar aqui no Rock História.

"...O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal..."
[O que sobrou do céu - O Rappa]

Los Hermanos



Esses são noventistas aos 45 do segundo tempo. No verão de 99, Ana Julia veio como um tanque de guerra, arrastando os top teen das rádios brasileiras com aquele refrão de duas palavras e três acordes. E eu fiquei musicalmente frustrada por não conseguir tocá-la na época.

Eu estava na praia com minha mãe e tocava de hora em hora. Meus amigos tocavam no violão, os caras apareciam na TV. Era Los Hermanos para tudo que era lado. Entretando, os caras, apesar de cariocas, nada tinham a ver com o verão e eram o extremo oposto do que despontava no Rio de Janeiro da época. Em nada lembravam a dupla d’O Rappa e do Planet Hemp. Uns barbudos muito mais pra João Gilberto do que para rock and roll.

Entretanto, passada a febre veranística de Ana Julia, os caras de revoltaram com a canção. Ela tinha virado comercial demais para a banda “de esquerda”. Então, os caras deram uma repaginada e passaram a ser mais cult, mais over sistem, mais underground, mais... Isso aí.

Então, outra vez eles me ganharam quando lançaram Cara estranho. E depois veio O vento, na minha época de Jornalismo no IPA. Na época, os mesmos críticos que debochavam de Ana Julia passaram a se render pelos barbudos que usam acordes dissonantes. E os caras entraram para a listas dos top heads. E de lá não saíram mais.

"...Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer..."
[O vento - Los Hermanos]

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mangue Beat


Foi um movimento da turma do Recife. Quem disse que o Nordeste só tem guitarra em trio elétrico? Chico Science e a Nação Zumbi colocaram o Brasil na roda para o mundo ver. Maracatu atômico é a minha preferida. É uma mistura de guitarra com tambores, com sotaque bem de Recife. 

Entretanto, meus preferidos do Mangue Beat são a gangue do Mundo Livre S/A. Mesmo sendo socialistas, contra o sistema, as grandes cooporações... Não que eu seja adepta, mas todas essas palavras ditas com sotaque nordestino ficam poeticamente agradáveis. Conheci a trupe através da Ipanema FM. Melô das Musas, Meu esquema e Minha galera são minhas preferidas. Apesar de andar muito mais pro lado da MPB, os caras do Mundo Livre são, em atitude, muito rock and roll. 

A turma de Minas



Nos anos 1990, o pop se apoderou um pouco do rock, ou o contrário. O fato é que os guitarristas mineiros começaram a tocar um refrão pegajoso e com uma batida cheia de pimenta malagueta. Foi assim com os três queridinhos de 1993: Skank, Pato Fu e Jota Quest.
  
O Skank foi um dos primeiros que descobri, apesar de não ter sido em 93. Fui ligar o nome ao som lá por 95, 96, quando estourou Garota Nacional. E no ano 2000, com a Balada do Amor Inabalável, tive a trilha sonora da minha sétima série. Com o Ao Vivo MTV, me derretia ouvindo Resposta, que é de autoria do Nando Reis. Vou deixar veio na sequência, junto com Formato Mínimo. Sim, é bem pop. Mas, ah... É bom...

A mineirada do Pato Fu trazia a suavidade da voz da Fernandinha Takai, mas nem por isso era menos rock and roll. Na verdade, das três bandas, a mais rock and roll me parece ser o Pato Fu. Conheci com Depois. E amo Perdendo dentes, Nada pra mim, Por perto e Imperfeito. Lembro de um show, quando uma operadora de celular chegou a RS e promoveu, em que eles se apresentaram depois do Ultramen e antes do Barão. Estava com a minha mãe e ela quis vir embora antes do Barão Vermelho entrar. Triste isso, rapazes! Eu tinha 12 anos.

O Jota Quest entrou no meu setlist com Fácil. Mas a banda demorou para me pegar de jeito. Hoje, respeito e gosto bastante. Mas confesso que demorei a me render aos garotos. Sempre Assim tem um balanço muito massa. E as lentinhas deles, como O que eu também não entendo, foram importantes em algumas épocas. São três bandas dos meus 12 anos, dá para se dizer. Ainda lá pros lados de Minas, e pros lado também dos anos 90’s, mas não tanto para o lado do Pop, tinha a turma do Tianastácia. Até hoje, só ouvi uma música dos caras, mas era muito boa: “Ouvi falar, loucura vem de berço...”.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Rock em dias nublados II

Junto com o Grunge, veio uma nuvem cinza sobre o rock and roll dos anos 1990. Semelhante ao que aconteceu com o Cure, New Ordem e Joy Division nos 80’s. Foi o caso dos noventistas Smashing Pumpkins, Radiohead e Cold Play. Não é exatamennte que eu não goste deles. Mas acho as músicas tristes e evito ouvi-las seguido.

Essas três bandas me lembram tardes de chuva, aquela época chata de Ensino Médio, minhas longas tardes ouvindo som... Ou lembra aquelas vezes em que a gente liga o rádio antes de dormir e o programador coloca um desses sons e agente até cha bonita a melodia. Mas lá pelas tantas, lembra alguma saudade, alguma falta de nem sei o quê... São bandas que respeito, mas que não ouço. É triste demais. Falei.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Oasis

Mesmo nos anos 1990, o Oasis já parecia uma banda antiga. É isso que eles me lembram, um saudosismo, um LP de vinil em cima de um velho sofá. Mesmo que o Noel use óculos novos. É uma banda da qual eu gosto. E é o tipo de banda de rock que ultrapassa até as fronteiras do rock and roll. Qualquer um conhece Wonderwall, mesmo que não goste de rock.

Foi com essa música que conheci a banda. E pouco conheci além disso. Champagne Supernova, The Hindu times, Lyla e Don't look back in anger são minhas pedras favoritas.

Mas Little by little é uma das melhores na modesta opinião do Rock História. Marcou minha época de Jornalismo no IPA, embora ela tenha sido lançada pela banda muito antes de eu pensar em fazer o curso. Assim como Red Hot, Oasis é o tipo da banda que você reconhece no primeiro verso, mesmo que nunca tenha ouvido a música antes. Gosto deles.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dupla do Punk Pop

Quem acompanha o Rock História já sabe que o Offspring é o grande culpado por tudo isso. Tanto pela minha descoberta do rock and roll, quando pela criação deste blog para contar essas maluquices. Eu estava em casa, mudando o dial do velho rádio toca-discos (é, não tinha nem CD na minha casa naquele 1999). E de repente, sintonizo a porrada sonora (que hoje nem acho tão massa assim) The Kids aren't alright.

Lógico que eu já conhecia rock and roll, sempre ouvi Raul desde pequena, conhecia Legião, Barão Vermelho... Mas a paixão mesmo nasceu ali, com aquela guitarra sem vergonha do Offspring, aquele punk rápido, aquelas porradas na bateria. Estava feito o estrago. Desde então, carrego extremo respeito pela banda, que tem ainda Want you bad, Hit that, Original Prankster, Why don't you get a job... The Offspring, além de ser ótima, tinha os integrantes com aqueles cabelos arrepiados pra cima. Não adianta, eu me rendo ao punk. Mesmo sendo Punk Pop.

Outros caras que fizeram estrago nos anos 1990's e continuaram a fazer nos 2000’s e 2010’s, foram os três pop punkers do Green Day. Basket case foi a primeira pedra. Foi em um show realizado pela prefeitura de Sapucaia, no qual eu fui para ver Comunidade Nin-Jitsu. Antes de entrat os manos, teve uma banda chamada Mr. Burns (que cantava um refrão que dizia “tira essa blusa vermelha e põe meu cachecol”). Minha amiga Cacá também estava na plateia, mas não estávamos juntas. Eis que o vocalista pergunta “Quem gosta de Green Day aí?”. Começa o riff, ele canta e entra a bateria. A frente da prefeitura de Sapucaia vira uma roda punk e nada mais seria igual na minha vida.

Minority, She
... Green Day era uma porrada na parede, tudo que meus ouvidos adolescentes precisavam naquela época. Ficava feliz quando tocava. Depois, com o álbum American Idiot, já nos anos 2000’s, os caras continuaram a me surpreender com a faixa título, além das pedras Holliday e a balada Wake me up when september ends. Fuck, baby! This is punk, this is pop, and I like it!




Rage Against The Machine, Korn e Limp Biskit


Era porrada na orelha. O Rage é muito noventista. Acho que a primeira vez que ouvi foi no rádio mesmo, a mais clássica deles Killing In The Name (e única que conheço, pois rock pesado não é bem minha praia). Mas fui começar a curtir nos anos 2010’s, quando comece a ir ao Opinião com a Jéssica e ouvir a versão ao vivo das bandas covers do bar.



O Korn foi o queridinho da MTV durante uma ápoca, mais precisamente em 2001, quando a emissora passou a ter sinal lá em casa. Era muito louco, metal pesado e aquele vocalista insandecido. Não me apeguei muito, mas o som dos caras é respeitável.





Outro queridinho da MTV e das FM’s naquele ano foi o Limpbiskit, também noventista. A imagem do vocalista Fred Durst cantando My way com aquele boné vermelho vai ficar eternamente gravada em minha memória sempre que lembrar da MTV (que não assisto ultimamente). Todas essas bandas me passam meio batidas, mas tem o seu valor em um flashback, ou nas guitarras de bandas covers.