terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dire Straits

Mark Knopfler fez com que eu amasse ainda mais as guitarras, com os riffs e solos de Soultans of swing. Conheci os Dire Straits quando pequena. Minha mãe ouvia  a Rádio Continental, onde a música é figurinha carimbada.

Soultans of swing marcou a época em que eu estava aprendendo a tocar violão e pedi para o professor me ensinar rock and roll. Na época, decorei todos aqueles números das tablaturas. Hoje, só sei metade da música, mas prefiro deixar para Knopfler. Ele é que sabe.

Uma vez, quando estávamos em um passeio do colégio, em um parque aquático, tinha uma banda de rock. O cara tocou e cantou Soultans perfeitamente. O que fez com que eu saísse da água e ficasse vidrada. Aos 13 anos, a maioria dos meus colegas – com raras exceções – sabiam quem era Dire Straits e o quanto aquela música era complexa de tocar. Eu era uma figura solitária, enrolada na toalha, em frente ao palco. Só o rock salva.

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Dire Straits?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

U2

Demorei a descobrir algumas bandas e o U2 foi uma delas. Só fui entender a potência sonora que se revela através dos quatro irlandeses quando fui presenteada com um DVD. Quem ama o U2 é a minha prima Rosângela. E foi justamente ela quem me deu o DVD.

Até então, conhecia algumas músicas, mas gostava de Sunday, bloody Sunday. Houve uma época em que Walk On tocava muito no rádio. With or without you, I still haven’t found what I loocking for – canções que dizem tudo aliadas a melodias lindas. E ver os caras tirando todo aquele som com apenas uma guitarra! É muito bom!

No DVD, passei a amar outras canções como Pride e uma das melhores e menos conhecidas: When love comes to town, gravada ao lado de Mr. B.B. King. Nessa brincadeira, meu primo Henrique se apaixonou pela banda e Bono Vox ganhou mais dois fãs.

- Você lembra a primeira vez em que ouviu U2?

Rock em dias nublados


Smiths, Cure, Joy Division, New Order e R.E.M

Não estou discutindo a qualidade das bandas, mas sempre achei – e sempre vou achar – que essas cinco são tristes. As letras, as melodias, tudo... Eu ouço e o dia vai ficando cinza, principalmente The Cure. Quando toca Cure, vai nublando o céu, as cenas ficam preto e branco, todos vestem capotes pretos. Cure é muito deprê. Com exceção de Boys don’t cry (mas mesmo assim não fica para trás).

Por isso, apesar de conhecer e reconhecer o talento dos caras, quase nunca ouço. Porque fico triste. São músicas que me deixam triste. Não sei como tocam New Order em festas. Eu tenho vontade de chorar (“waiting for the final moment you say the answer I can’t say). Man! It’s very sad!

No Brasil, quem cumpriu esse papel foi a Legião, mas Legião Urbana eu gosto muito. Mas confesso que ouço pouco porque me faz pensar em coisas que podem me deixar triste. Só pessoas bem resolvidas emocionalmente podem ouvir Legião sem se afundar. Mas é uma ótima banda, que conseguiu popularizar o “rock cabeça”. Fez multidões gritarem e acreditarem. Afinal, como diz a jornalista Priscila Bittencourte, nem tudo são flores da Ilha das Flores.

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Smiths, Cure, Joy Division, New Order ou R.E.M?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Guns N’ Roses

É uma das bandas mais pop do rock and roll. É o tipo de banda que mesmo quem não gosta de rock conhece e até gosta. Quem me apresentou aos Guns and roses foi minha amiga Naira, super fã de Mr. Axl. Foi na casa dela onde ouvi pela primeira vez Don’t cry, Paradise City, Welcome to the jungle...

Patience e Sweet child o’mine eu devo ter ouvido pela primeira vez no rádio. A MTV passava muitos clipes do Guns no final dos anos 1990. O cabelo do Slash, a bandana do Axl, era tudo muito hard. A cena do Axl correndo no palco quando entra a bateria em Welcome to the jungle é clássica. Já até caí dançando Sweet child o’mine. 

Depois disso, tive uma fase anti-guns. Foi quando era uma rockeira mais xiita e achava o Guns pop demais, justamente porque mesmo quem não curtia rock conhecia a banda. Olha que bobagem! Hoje, voltei a respeitá-los – apesar de não ouvir tanto. Patience foi até trilha sonora em uma fase tal... Não há como negar a potência sonora do Guns N’ Roses. Até porque eles foram a última banda de rock de arena que apareceu no mundo. Rock and roll. E eras isso.

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Guns And Roses?

Rush!

É a única banda de rock de progressivo que eu amo. A primeira vez em que ouvi foi no rádio, a clássica Close to the heart. A voz aguda do vocalista se encaixa perfeitamente nas guitarras e na batida assimétrica do baterista. Outra de que gosto muito – e conheci em uma coletânea Clássicos da maldita, da rádio Fluminense FM – é Fly by night.

Quem gosta muito da banda é meu tio Jairo. E, por esse motivo, batizou nosso antigo cachorrinho Fox de “Rush”. Na época, eu tinha seis anos e não sabia que aquele era o nome de uma banda de rock. Eu nem mesmo sabia o que era rock. Sorte que, um dia, conheci o Ruch, o rock and roll e o estrago estava feito.  

"Fly by night away from here..." 
[Fly by night - Rush]

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Rush?

Metallica e Iron Maiden

Foi na minha fase mais hard. Uma fase curta, porque nunca fui muito do metal. Quem sempre gostou muito do Metallica foi a Rê. E uma das primeiras vezes que ouvi foi no Pijama Show, na rádio Atlântida. Uma daquelas baladas Nothing else matters ou The unforgiven. Foi bem no comecinho da minha fase rock and roll. Mas a minha preferida deles é Entersandman. Whisky on the jar também é ótima.

Já o Iron Maiden era a banda dos monstros. Achava legal porque me ligo muito em desenho, mas conheço pouquíssimo. Fear of the dark e... Só! Mas acho muito boa. O metal não me pegou tanto. Ainda prefiro o punk e o rockabilly disparado. Mas não há como ficar imune a uma guitarra pesada no meio do show. Minha fase heavy metal foi bem curtinha, mas volta e meia pulamos ao som dos caras. Porque é bom pra cacete. 

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Metallica ou Iron Maiden?