terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rita Lee


Foi uma das minhas primeiras experiências com o rock and roll. Antes mesmo de eu saber que Rita Lee era rock and roll. Minha prima Rosângela – a qual todos chamamos de “Mana” – ouvia Jardins da Babilônia quando limpava a casa e colocava os tapetes para rua. Essa foi a primeira pedra da titia que me apresentaram.
E depois teve Ovelha Negra, que foi trilha de uma novela. Quando comecei a tocar violão, tentava tirar a música de ouvido. Quando comecei a me interessar pelo rock and roll, fui até a loja de CD’s e comprei o acústico da titia, onde havia uma reunião dos principais clássicos: Agora, só falta você, Jardins da Babilônia, Luz Del Fuego, Eu e meu gato, Desculpe o auê, Flagra...
Esse Cd eu quase furei. Mas não furei sozinha. Minha amiga Rê – que passou a amar Rita Lee mais do que eu – sempre fazia questão de colocar o disco pra rolar quando passávamos as tardes no meu quarto. Em pouco tempo, com a ajuda do cifraclub, conseguia tocar as minhas preferidas.
Com a gravação do Ao Vivo MTV – que ganhei do meu primo Henrique – chegaram novas e interessantes pedras, como Tudo vira bosta, Eu quero ser sedado (versão para I wanna be sedated, dos Ramones) e Pagu (com participação de Zélia Duncan). Também quase furei essas faixas, juntamente com a nova balada e trilha de novela Amor e sexo. Falando em novela, na sequência, minha amiga Cacá me presenteou com um CD só com as músicas da titia que foram trilha de novela. Entre elas, Vítima, uma das minhas preferidas. 

“...No meu esconderijo
No milésimo andar
Espio noite e diz sua vida secreta
O frio de São Paulo
Me faz transpirar
Sou vítima
Da sua janela indiscreta...”
[Vítima – Rita Lee / Roberto de Carvalho]

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Rita Lee?

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