quarta-feira, 4 de agosto de 2010

La trinca del punk

Sex Pistols
O número três é recorrente no punk rock. Três é o número de acordes ideal, o número de integrantes em várias bandas e são três os principais grupos do gênero: Sex Pistols, The Clash e Ramones. E minha fase punk pode ter durado uns três anos.

Pistols e Clash eu passei meio batido. Sabia que eles existiam, mas não conheço muita coisa. Sobre os Pistols sabia que eles eram muito doidões e o Clash conheci melhor através do IRA!, quando eles gravaram uma versão de Train in vain (Pra ficar comigo). Claro, mas primeiro de tudo soube de Should I stay or Should I go, cujo riff conheci primeiro com os Mamonas Assassinas em Chopis Centis.

Entretanto, de todas essas bandas, os Ramones foram os que fizeram mais estragos. Não há como ficar imune ao visual, às jaquetas de couro e o “one, two, three, four”. Pet Sematary foi a primeira pedra e depois Poison Heart.

Não há como falar em Ramones sem lembrar da Rê. Ela ganhou ou comprou o Rocket to Russia, terceiro álbum do quarteto e a gente furava as faixas Cretin hop, Rockaway beach, Sheenna is a punk rocker, We’re happy family, Do you wanna dance, Surfin' bird...
Lembro de ter comprado uma revista dos Ramones, onde vinha toda aquelas história fantástica, e aqueles desenhos maravilhosos nas ilustrações. Juntou a fome com a vontade de comer: era rock and roll e visual. Até pouco tempo, eu tinha um moletom dos Ramones, com o qual passei meu segundo grau inteiro.

Hoje, não ouço tanto, mas naquela época eles foram importantes. All Star, calça jeans, jaqueta de couro... Havia algo de poético nisso tudo. E era o tipo de coisa que precisei viver para crescer, tive lá meus dias de rebeldia. Sempre lembro de muitas coisas quando ouço Ramones. E foi assim... On, two, three, four!

- Você lembra a primeira vez em que ouviu Sex Pistols, The Clash ou Ramones?

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