quarta-feira, 9 de junho de 2010

Jovem Guarda e Tropicália

O tal de rock and roll na terra de Cabral...

Para muitos, a imagem do Rei é mais ligada a “aquele cantor de que a minha tia gosta” do que ao rock and roll. E essa foi a imagem que tive de Roberto Carlos por muitos anos, até descobrir que o passado condena.

Junto com Erasmo, Wanderléia e mais uma cambada – Dusek, Renato e Seus Blue Caps, Ronnie Von – Roberto Carlos foi um dos principais cantores da Jovem Guarda, estilo musical dos anos 1960, que bebia na fonte do rockabilly, em uma pegada mais inocente, mas grampeada no rock and roll.

Depois de conhecer o passado “rocka” do Robertão – como o chamo carinhosamente – passei a admirá-lo ainda mais e a apreciar outras fases de sua carreira. Eu sou terrível, Negro Gato, Ilegal, É proibido fumar, O calhambeque, Quando... Todas essas têm os dois pés cravados no rock e, por isso, Robertão e sua trupe figura aqui no Rock História.

Já a Tropicália dispensou qualquer vestígio de inocência. Juntamente com os Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil tacaram fogo no circo e a bagunça resultou até em passeata contra a guitarra elétrica. Hoje, me pergunto o que seria de Alegria, alegria sem uma guitarra. Inconcebível. Sorte que o plano falhou.

Entretanto, Caetano também me apareceu como “um cara de que minha mãe gosta”. Jamais associaria o Caê ao rock antes de conhecer seu passado. Mas não há como negar a influência maldita em Podres poderes, Alegria, alegria... Caetano, mesmo baiano, tinha espírito rock and roll. E isso é o que torna sua música boa até hoje. Até Maria Bethânia é rock and roll! 

Foi assim, ao lado de nomes cinquentistas como Tony e Cely Campello, Demétrius, e Ronnie Cord que o tal do rock and roll começou a figurar por aqui. Muito antes de existir o Rock História. 

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Jovem Guarda ou a Tropicália?

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