terça-feira, 22 de junho de 2010

Pink Floyd

E demais progressivos...

Another brick in the wall
foi a primeira que eu ouvi e gostei bastante. Devia ter meus nove anos por aí. Quem sempre gostou de Pink Floyd foram meus primos Júlio e Mana, e meu tio Jairo. Foi na casa deles que ouvi a banda de David Gilmor pela primeira vez.

O tio Jairo me ensinou a tocar a introdução de Wish you are here no violão. Até hoje, o tio sempre toca essa quando pega a viola. Foi a segunda pedra do Pink Floyd que me apresentaram. A Mana tinha um vinil do The Wall e meu tio, um CD do Dark side of the moon.

De todas as bandas de progressivo, Pink Floyd é a minha preferida. Mas, como já disse aqui, sou meio imune a esse tipo de rock. Admiro a criatividade, a qualidade de som, e toda a engenharia por trás das infinitas canções de solos intermináveis. Mas eu confesso que não consigo – ainda – ouvir um disco inteiro de rock progressivo por vontade própria. Se estiver rolando, beleza, mas não serei eu quem vai colocá-lo na vitrola.

O mesmo acontece com outras bandas como o Yes, Jethrol Tull, Gênesis, Emerson, Lake e Palmer... O rock progressivo tem seu valor, mas não é meu preferido. Poderia até dizer que não gosto de rock progressivo, mas existe o Pink Floyd que fez Another brick in the wall... Além deles, tem o Rush, do qual vou falar mais adiante, que é a minha preferida também. Talvez até mais do que o Pink Floyd. E eras isso.


- Você lembra da primeira vez em que ouviu Pink Floyd?

Queen


É uma das minhas bandas preferidas dos anos 1970. Antes de descobrir o lado rock and roll do Queen, para mim, eles eram uma banda que tocava na rádio Continental. I want to break free foi uma das primeiras que conheci. Love of my life também rolava na Continental.

Foi quando meu primo Gui me apresentou Bohemian Rhapsody que comecei a ver o grupo com outros olhos. Crazy Little thing called love, Somebody to love e We are the champions chegaram na sequência. Além dá clássica de We will rock you.

O Queen é uma banda completa, com músicas para ouvir e pensar, e outras para dançar e se divertir. A qualidade das músicas e a extensão vocal – aliada à presença de palco de Freddie Mercury – tornam o Queen a minha banda glam rock preferida. E o melhor de tudo: é uma banda dos anos 70 e não tem nada de rock progressivo! God save the Queen!

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Queen?

   

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Jovem Guarda e Tropicália

O tal de rock and roll na terra de Cabral...

Para muitos, a imagem do Rei é mais ligada a “aquele cantor de que a minha tia gosta” do que ao rock and roll. E essa foi a imagem que tive de Roberto Carlos por muitos anos, até descobrir que o passado condena.

Junto com Erasmo, Wanderléia e mais uma cambada – Dusek, Renato e Seus Blue Caps, Ronnie Von – Roberto Carlos foi um dos principais cantores da Jovem Guarda, estilo musical dos anos 1960, que bebia na fonte do rockabilly, em uma pegada mais inocente, mas grampeada no rock and roll.

Depois de conhecer o passado “rocka” do Robertão – como o chamo carinhosamente – passei a admirá-lo ainda mais e a apreciar outras fases de sua carreira. Eu sou terrível, Negro Gato, Ilegal, É proibido fumar, O calhambeque, Quando... Todas essas têm os dois pés cravados no rock e, por isso, Robertão e sua trupe figura aqui no Rock História.

Já a Tropicália dispensou qualquer vestígio de inocência. Juntamente com os Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil tacaram fogo no circo e a bagunça resultou até em passeata contra a guitarra elétrica. Hoje, me pergunto o que seria de Alegria, alegria sem uma guitarra. Inconcebível. Sorte que o plano falhou.

Entretanto, Caetano também me apareceu como “um cara de que minha mãe gosta”. Jamais associaria o Caê ao rock antes de conhecer seu passado. Mas não há como negar a influência maldita em Podres poderes, Alegria, alegria... Caetano, mesmo baiano, tinha espírito rock and roll. E isso é o que torna sua música boa até hoje. Até Maria Bethânia é rock and roll! 

Foi assim, ao lado de nomes cinquentistas como Tony e Cely Campello, Demétrius, e Ronnie Cord que o tal do rock and roll começou a figurar por aqui. Muito antes de existir o Rock História. 

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Jovem Guarda ou a Tropicália?