terça-feira, 25 de maio de 2010

Os Mutantes

Eles ficaram mais conhecidos internacionalmente do que no Brasil. Até o vocalista do Nirvana – Kurt Kobain – se rendeu à criatividade do trio paulistano. Arnaldo Dias, Sérgio Baptista e Rita Lee formaram Os Mutantes na década de 1960, fazendo um rock and roll psicodélico. Mais para o final da banda, o som foi ficando cada vez mais “amalucado”, um dos fatores que fez Rita Lee sair do grupo.

E foi através da Rita Lee que eu conheci os tais Mutantes. Além do meu tio Jairo e meu primo Júlio, que viviam a cantar os versos de Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu rock and roll.

E essa é uma das minhas preferidas dos Mutantes. Baby também é linda pela melodia e pela letra, além da “fullrock” Top-Top. Os Mutantes tinham a “mania” de colocar sons diferentes nas músicas e até de inventar instrumentos. E por isso os discos deles são tão aclamados na gringa e pelos rockeiros brasileiros – que já não têm cara de bandido, como dizia Rita Lee..

Como já escrevi em textos anteriores, sou meio imune ao rock progressivo/psicodélico, mas não posso negar a importância dos Mutantes e o quanto eu gosto deles pela criatividade, irreverência e a coragem. Antes de tudo, antes de ser tropicalistas, psicodélicos e progressivos, Os Mutantes são rock and roll e por isso eles estão aqui no Rock História. 

Sem esquecer de outra banda brasileira importante para o rock dos anos 1960: o Liverpool, que foi influenciado pelos Mutantes. Na década de 1970, os gaúchos remanescentes do Liverpool montaram a banda de hard rock Bixo da Seda. O Terço era outra banda brasileira que figurava nos porões do rock na década de 1960. E  parece que foi assim.

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Mutantes?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eric Clapton


Ele também tira um som e tanto com a guitarra. Foi em 2001, quando Clapton veio se apresentar em Porto Alegre, que conheci melhor as músicas dele. A minha preferida é Layla. Aquele solinho...

Conheci mesmo o Clapton porque, quando eu era pequena, minha mãe ouvia a rádio Continental. Entre uma Maria Bethânia e um Herva Doce, o programador lançava uma do guitarrista. Podia ser um Wonderfull tonight no fim de tarde, ou um Tears in heaven na madruga.

Clapton consegue tirar sons furiosos, como os riffs de Cocaine, ou melodias doces como na canção em que fez para o filho. Antes de ser “Eric Clapton”, ele também foi guitarrista do Cream e do Yardbirds, nos anos 60. A carreira solo veio depois, junto com os sucessos. Junto com Johnny Winter, é um dos meus guitarristas de hard bues favoritos. E, por isso, ele está aqui no Rock História!

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Eric Clapton???

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Jimmy Hendrix

O guitarrista

Ele literalmente tocava fogo na guitarra. Só o nome já impressiona, mas quando o vi com aquelas roupas coloridas e a faixa amarrada na cabeça... Conheci o Jimmy Hendrix de ouvir falar, ou talvez lendo o Movimentos Culturais de Juventude. Umas das primeiras músicas que conheci foi Hey Joe, que tinha ouvido primeiro na versão dos cariocas do Rappa.

Foi na MTV que vi Hendrix em movimento pela primeira vez. E fiquei boba. O cara destruía na guitarra, um monstro do rock and roll. Ele apenas ia tocando e todas as notas se encaixando! Meu Deus! Como ele decorava todas aquelas sequências??? Além de fazer aquelas coisas complicadas, ele conseguia gravar e repetir aquelas coisas complicadas! Com distorção, wah-wah, não sei que mais...

E era bom porque Jimmy tinha os dois pés cravados no blues. E nada que venha do blues pode ser ruim. Pelo menos, nessa vida, ainda não vi. Hear my train a coming eu conheci na voz da Cássia Eller, que por sinal fez uma ótima versão – era outra cantora com os dois pés grampeados no blues e que deixou saudades.

Jimmy não era apenas um guitarrista. Ele fio uma figura emblemática da década de 1960, que revolucionou o rock and roll e a música. Embora tenha cumprido sua missão, às vezes, fico imaginando o que ele poderia ter feito se continuasse vivo. Jimmy Hendrix fazia miséria com a guitarra, e é por isso que hoje ele está aqui no Rock História. 

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Jimmy Hendrix?

Janis Joplin

Oh, Lord!

Eu sempre ouvi dizer que ela cantava muito. Foi lendo o Movimentos Culturais de Juventude que descobri a história e a importância da Janis Joplin. Assim como Jimmy Hendrix, Janis tinha um nome, uma história e um talento de impacto. E os dois pés grampeados no blues, uma garantia de qualidade no trabalho de qualquer cantor ou músico de rock and roll.

A primeira vez que ouvi a Janis foi na casa da minha prima – a “Mana”, como é chamada pela família. Ela tinha uma coletânea da Janis em sua coleção de CD’s. Sei lá por que, mas fui cair logo em Mercedes Benz, a mais conhecida. E adorei na hora. Gravei a letra na cabeça e me atrevi a tocar na guitarra uma música que não tinha acompanhamento nenhum. Era só a voz de Janis.

E foi na MTV a primeira vez que a vi em movimento. Assim como Jimmy, ela é uma figura emblemática dos Anos 60. Não há como tirar o posto de Janis Joplin, nem ninguém jamais vai se igualar a ela. Janis Joplin também é o nome de uma cadela Patora Alemã, do meu primo Júlio, que já teve os cães Pink Floyd, Led Zeppelin, Tina Turner e Rita Lee.

Tempos depis, ganhei da Rê uma coletânea de blues. E lá estava Me and Bobby McGee, outra linda canção de Janis. Além de todo visual e estilo, Janis tinha uma voz inconfundível, de uma extensão incomparável. Às vezes, ela até abusava, gritava demais, mas ela podia. Pô, ela é a Janis Joplin!

- Você lembra da primeira vez em que ouviu Janis Joplin?