quinta-feira, 8 de abril de 2010

God Chuck Berry



Conhecer Chuck Berry foi mais um dos casos em que um fato puxou o outro. E tenho notado que foi assim com todos os cantores dos anos 1950. Mais uma vez, eu conheci o artista como referência de outro artista. A música era Johnny B. Goode, na versão do grande guitarrista de hard blues Johnny Winter. E como eu fui chegar ao Johnny Winter, que é bem menos conhecido que Chuck Berry? Foi mais ou menos assim...

Novamente, meu tio – apaixonado por blues e solos de guitarra – me apresentou a um CD do Winter. Nessa época, meu primo Yago não devia ter mais do que quatro anos e eu uns 13. E nós dois devorávamos as faixas de Winter, com sua guitarra malvada. E foi então que me apaixonei por Johnny B. Goode e fui atrás do gênio que criou aquela porrada sonora. E foi aí que eu conheci God Chuck Berry.

Na minha modesta opinião, daquela trupe dos anos 50 – contando até mesmo com Elvis Presley – Chuck Berry era o melhor. Essa afirmação pode gerar pancadaria entre os críticos, mas, para mim, Chuck Berry foi o cara que melhor traduziu a expressão “rock and roll”. Porque ele realmente rolava as pedras com seu rock bandido. Era rock and roll no talo, sem frescura, com a malvadeza – essa no bom sentido – dos acordes da guitarra. Sem falar na presença de palco. Berry tinha aquele sorriso irônico e falava através da guitarra. Por isso, para mim, ele é “God” Chuck Berry.

Uma das primeiras músicas de Berry a entrar nas paradas foi Maybellene. Na sequência, vieram Roll over Bethoven e Sweet Little Sixteen. My ding-a-ling eu ouvi pela primeira vez no rádio. A Kátia Sumam, na época em que trabalhava na rádio Ipanema, no horário do meio dia, tocou a faixa. Gostei da música de cara. E depois disso nunca mais ouvi. Preciso de um disco do Chuck Berry!

Sweet Little sixteen me pegou tão de jeito que fui obrigada a tirá-la no violão. Mas isso foi muitos anos depois de conhecer Chuck Berry. Até porque conheci a música primeiro com outro fera chamado Jerry Lee Lewis.

Eu estava à cata de CD’s de artistas dos anos 50 quando me deparei com uma coletânea original do mestre Lewis por médicos R$5! Foi aí que conheci Sweet little sixteen, na versão dele. Mas lógico que prefiro a de Chuck! Segundo Kid Vinil – vocalista do grupo oitentista Magazine e estudioso do rock and roll, foi Chuck Berry quem inventou o rock and roll em 1955. Coube a Elvis, o Rei do Rock, apenas popularizá-lo. Então, é ou não é mesmo “God” Chuck Berry?

*Você lembra quando e como conheceu Chuck Berry?

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