quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bob Dylan


Com 19 anos, em 1961, Robert Zimmerman chegou ao Greenwich Village, em Manhatan. O bairro era onde se concentrava a cena folk dos Estados Unidos. Nessa época, Robert já usava o nome artístico pelo qual ficaria conhecido mundialmente: Bob Dylan.

Foi em setembro do mesmo ano, após receber críticas positivas no The New York Times, que Dylan atraiu a atenção do produtor John Hammond, que produziu o primeiro disco do cantor de folk rock mais famoso do mundo – na modesta opinião do Rock História.

E como eu fui conhecer o Bob Dylan? Outra vez, na voz de um outro artista: Humberto Gessinger, vocalista do Engenheiros do Hawaii. Porém, quando ouvi Negro amor pela primeira vez, nem desconfiava que ela fosse a versão de uma música desse tal de Bob Dylan, que eu conhecia menos ainda. Outra lembrança é de quando a MTV promoveu um programa de debate sobre artistas novos – de 2000 em diante – e os dinossauros do rock and roll. Um dos convidados não parava de se referir a “Bob Dylan, cara”.

No entanto, só fui conhecer o cara através do meu primo Gui. Ele apareceu lá em casa com uma gravação de Blowing in the wind. Além de a letra ser bonita – naquela época, meu inglês já era “razoável” –, eu gostei da melodia, da voz do Dylan – embora ele seja meio “desprovido” de extensão vocal – e, principalmente, daquela harmônica que ele usa entre os versos.

Para mim, a melhor música de Bob Dylan foi a segunda que entrou na minha vida, que mais uma vez eu conheci na voz de um outro cara: Sir Mick Jagger. Like a Rolling Stone é uma das melhores não apenas do Dylan, mas do rock and roll em geral. Bob Dylan, para mim, é uma incógnita: ele canta estranho, de uma forma difícil de acompanhar – tem um tempo só dele! – mas é um grande cantor! Além de um ótimo instrumentista, que toca um violão como ninguém. E foi por isso que ele ganhou esse texto: porque eu gosto de Bob Dylan.



*Você lembra da primeira vez que ouviu Bob Dylan?

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